Viamed e FutureMeds realizam um encontro para analisar os novos desafios da pesquisa clínica
MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -
A Viamed Saúde e a FutureMeds realizaram em Madri seu terceiro encontro colaborativo, no qual reuniram representantes institucionais, pesquisadores, profissionais da saúde, especialistas em inteligência artificial (IA), representantes da indústria farmacêutica, docentes e associações de pacientes para debater os desafios que marcarão o futuro da pesquisa clínica na Europa.
No evento, realizado na Universidade CEU San Pablo e conduzido pela diretora corporativa de Pessoas, Docência e Pesquisa da Viamed Salud, Esther Estepa, foi destacado o papel estratégico da Espanha como referência europeia em pesquisa biomédica, após se consolidar no ano passado como líder em ensaios clínicos, com 962 estudos autorizados.
A reitora da Universidade CEU San Pablo, Rosa María Visiedo Claverol, e a diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria de Saúde da Comunidade de Madri, Inmaculada Ibáñez de Cáceres, destacaram a posição da Espanha e apelaram para que se continue a impulsionar a colaboração entre instituições, hospitais, universidades, indústria e comunidade científica.
O encontro, intitulado “Inovação com propósito: pacientes e dados que transformam a pesquisa clínica”, analisou em diferentes sessões aspectos como a competitividade da Espanha em pesquisa clínica, o papel estratégico da inteligência artificial na otimização de processos, a integração de dados do mundo real na tomada de decisões em saúde ou a necessidade de incorporar a experiência do paciente em todas as fases do ensaio clínico.
Precisamente, a mesa redonda “Patient engagement 360º: inovando a prática com novos modelos e experiências reais”, moderada pela diretora-geral da FutureMeds Espanha, Rocío Díaz Sánchez, centrou-se em como melhorar a participação do paciente na pesquisa clínica e promover modelos mais inclusivos, acessíveis e participativos.
COMO MANTER A LIDERANÇA
O CEO do Grupo Viamed Saúde, Paulo Gonçalves, destacou que a liderança espanhola é resultado do “talento” dos profissionais e da “capacidade de colaboração” entre hospitais, pesquisadores, indústria e administração pública. Para manter essa posição, ele ressaltou que é preciso “evoluir para modelos mais ágeis e conectados à realidade do paciente, onde a tecnologia e os dados sirvam para impulsionar uma pesquisa mais eficiente, acessível e com impacto real na prática clínica”.
Por sua vez, o CEO da FutureMeds, Radoslaw Janiak, destacou o valor de eventos como este por reunir especialistas e representantes de diferentes áreas da saúde e da pesquisa para “compartilhar perspectivas, identificar desafios comuns e avançar em direção a uma pesquisa clínica mais colaborativa e preparada para o futuro”, pois “a inovação só tem valor quando consegue responder a necessidades reais”.
Participaram do evento a chefe da Unidade de Inovação do Hospital Vall d'Hebron e cofundadora da anAPPhylaxis, Anna Sala Cunill; a diretora de Pesquisa e Análise Estratégica do Centro de Informação e Estudo sobre a Participação em Pesquisa Clínica (CISCRP, na sigla em inglês) dos Estados Unidos; a diretora do Departamento de Pesquisa Clínica e Translacional da Farmaindustria, Amelia Martín Uranga; e o professor de Inteligência Artificial da Universidade Politécnica de Madri e diretor da TriNetX-UPM Data Integration Partnership, David Pérez del Rey.
Os especialistas concordaram quanto à oportunidade estratégica que representa para a Europa reforçar sua competitividade em pesquisa biomédica em relação a outros mercados internacionais, promovendo modelos mais ágeis, digitalizados e centrados no paciente.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático