MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O professor de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade Rey Juan Carlos, Ángel Gil, lembrou o papel "essencial" da vacinação na redução dos riscos de "infecção, hospitalização e mortalidade" na população idosa.
"A alteração do sistema imunológico está intimamente relacionada à idade e à presença de doenças crônicas. Esse grupo populacional pode ter uma resposta imunológica menor a possíveis doenças infecciosas, o que aumenta o risco de desenvolvê-las. Por isso, a vacinação torna-se uma medida essencial para reduzir os riscos de infecção, hospitalização e mortalidade por essas doenças", explicou Gil durante sua participação no VIII Seminário 'Desafios da vacinação em tempos de desinformação'.
Como parte da Semana Mundial de Imunização, a Pfizer e a Associação Nacional de Informantes de Saúde (ANIS) organizaram esse seminário para abordar os novos desafios da saúde pública, no qual enfatizam que a prevenção se tornou um pilar fundamental para garantir um envelhecimento saudável e evitar futuras complicações graves.
Os especialistas destacam que aproximadamente 33% das pessoas com mais de 65 anos na Espanha usam a Internet para se informar sobre possíveis sintomas e outras informações de saúde, o que leva a uma maior participação na tomada de decisões sobre seu bem-estar.
Como explica Begoña Reyero, enfermeira especialista em EFyC do Serviço de Saúde das Ilhas Canárias e presidente da Associação de Enfermeiras de Vacinas das Ilhas Canárias, "a geração adulta atual tem acesso fácil a informações sobre vacinas e saúde, mas também continua a ter dúvidas, medos e desinformação porque nem todas as informações são válidas e corretas".
Nesse ponto, Reyero ressalta que os profissionais de saúde devem se adaptar às novas necessidades e implementar habilidades de comunicação e educação para gerar mudanças de atitude. "Temos que ouvir e entender suas dúvidas. Não basta dizer que eles devem ser vacinados, é necessário criar a necessidade de que a vacinação seja um valor de saúde por meio de uma comunicação mais horizontal, empática e adaptada a cada pessoa", acrescentou.
A COMUNICAÇÃO COMO UMA PRIORIDADE DE SAÚDE PÚBLICA
A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes e econômicas para reduzir complicações, hospitalizações e, por fim, a mortalidade. Entretanto, as atuais taxas de cobertura em adultos ainda estão longe das metas recomendadas.
No cenário atual, os especialistas alertam que a desinformação se tornou um desafio crítico para a saúde. Estudos recentes indicam que sete em cada dez conversas nas mídias sociais sobre vacinas questionam sua segurança, o que tem um impacto sobre as percepções e, consequentemente, sobre a cobertura vacinal.
"Durante a Covid-19, foram feitos avanços importantes em termos de percepção e conhecimento das vacinas", disse Isabel Jimeno, médica de família do C.S Isla de Oza e chefe do Grupo de Vacinas da SEMG.
"Um dos maiores desafios que enfrentamos como jornalistas é atingir os públicos mais relutantes, usando uma linguagem adaptada e acessível, sem perder o rigor. Não basta mostrar dados, é preciso saber como chegar aos cidadãos que querem ouvir outros argumentos", diz Graziella Almendral, presidente da Associação Nacional de Informantes de Saúde (ANIS).
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