Publicado 08/07/2026 11:48

Especialistas destacam a necessidade de abordar o impacto emocional das doenças dermatológicas

Archivo - Arquivo - Eczema e dermatite
IRINA ESAU/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -

A empresa LEO Pharma e a Associação Nacional de Informadores da Saúde (ANIS) realizaram o IV Ciclo de Jornadas sobre Novidades em Dermatologia, no qual vários especialistas concordaram em destacar a importância de uma abordagem multidisciplinar para lidar com o impacto emocional e psicológico associado às doenças dermatológicas.

Assim, esta nova edição, que coincidiu com o Dia Mundial da Saúde da Pele, concentrou-se na estreita relação entre as doenças de pele e a saúde mental.

Segundo os especialistas, patologias da pele como o eczema crônico das mãos (ECM), a dermatite atópica e a psoríase pustulosa generalizada (PPG), bem como outras condições cutâneas graves, não representam apenas um desafio físico para o paciente, mas também acarretam um importante fardo psicossocial, incluindo estigma, ansiedade e depressão, que têm um impacto direto na qualidade de vida do paciente.

“O impacto das patologias da pele vai além do aspecto físico. Especialmente nos pacientes mais jovens, o peso da doença e o estigma social resultam em um alto custo para o mercado de trabalho, com licenças médicas recorrentes e uma redução significativa na qualidade de vida. Não podemos nos concentrar apenas na pele; devemos abordar esse mal-estar psíquico de maneira integral”, afirmou o diretor médico da LEO Pharma Espanha, Marcin Kozarzewski.

Nesse sentido, Kozarzewski afirmou que as doenças cutâneas não se limitam à pele, mas que é preciso combater o impacto psicológico daqueles que ‘sofrem em silêncio’. “Além da consulta, o paciente enfrenta um profundo mal-estar psicológico, em que a ansiedade e a insegurança condicionam sua qualidade de vida. Nesse sentido, a intervenção dos profissionais de saúde deve levar em conta a vertente psicológica, proporcionando um acompanhamento integral que ajude o paciente a recuperar sua confiança e seu bem-estar emocional”, destacou.

Da perspectiva clínica, a dermatologista e divulgadora Ana Molina apresentou uma visão clara sobre a necessidade de se aproximar do paciente e tentar quebrar estigmas: “Como profissionais, devemos ser capazes de explicar as doenças de pele de forma que o paciente perca o medo. A comunicação é nossa melhor ferramenta contra o estigma; se conseguirmos que o paciente compreenda sua doença, também poderemos reduzir a ansiedade e o estresse de muitos pacientes”.

Por sua vez, a psiquiatra e divulgadora Rosa Molina acrescentou que a abordagem psicológica deve ser precoce. “Muitas vezes, o paciente chega ao consultório após anos de sofrimento silencioso. Integrar a psicologia desde o início e avaliar a necessidade de apoio psiquiátrico quando necessário evita que as patologias da pele condicionem toda a estrutura emocional e social do indivíduo”, afirmou.

ALÉM DO CONSULTÓRIO

O impacto na qualidade de vida e o papel desempenhado pelas associações de pacientes também tiveram um papel central no evento. Jaime Llaneza, paciente, sócio fundador e responsável pelas relações institucionais da Associação de Pessoas Afetadas pela Dermatite Atópica (AADA), explicou que o paciente com doenças de pele vive em um “estado de alerta constante”.

“As associações não são apenas um apoio, mas um espaço onde as pessoas se sentem compreendidas e acompanhadas por quem já passou por experiências semelhantes. Compartilhar a experiência ajuda a romper o isolamento, recuperar a confiança e lidar melhor com a doença. Além disso, um controle adequado da patologia e uma abordagem integral que também leve em conta a saúde mental são fundamentais para melhorar de fato a qualidade de vida dos pacientes”, declarou.

Por sua vez, o diretor da associação Acción Psoriasis, Santiago Alfonso, defendeu a atenção às necessidades emocionais do paciente: “Nosso objetivo é que a sociedade compreenda que a psoríase ou qualquer outra patologia requer um ambiente de compreensão e aceitação social”.

A sessão também contou com o depoimento de Carmen de Lorenzo, criadora de conteúdo e paciente com dermatite atópica, que compartilhou como conviver com uma doença visível afeta a autoestima, as relações pessoais e a vida cotidiana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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