Publicado 07/04/2026 10:47

Especialistas destacam a importância da dosimetria na teragnose para tratamentos “mais precisos e seguros” contra o câncer

Especialistas destacam a importância da dosimetria na teragnose para tratamentos “mais precisos e seguros” contra o câncer
GE HEALTHCARE

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

A empresa de tecnologia médica GE HealthCare reuniu em sua sede em Madri diversos especialistas para discutir a teragnose, uma estratégia avançada da Medicina Nuclear na qual a dosimetria é “fundamental” para tratamentos contra o câncer “mais precisos e seguros”.

A dosimetria nessa estratégia, que combina diagnóstico por imagem e terapia direcionada em uma única intervenção, “deve ser parte fundamental do tratamento”, afirmou a radiofísica Irene Torres, membro do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Politécnico e Universitário La Fe de Valência, que destacou que ela não deve ser “entendida como radioproteção”, pois “vai além”.

Em sua opinião, o objetivo é “estudar a dose que os tumores e os órgãos de risco recebem, com o intuito de ser mais eficaz e mais seguro”. Por ocasião da recente celebração do Dia Mundial da Teragnose, comemorado todo dia 31 de março, ela destacou que realizar essa análise da dose do radiofármaco a ser utilizada é uma tarefa “complexa” que “tem carecido de estudos que comprovem a evidência científica”.

No entanto, essas “deficiências” estão “mudando”, já que “a evidência científica é cada vez maior e fornece valores de dose para o tumor”, explicou ele, ao mesmo tempo em que demonstrou o compromisso de “seguir essa linha de dosimetria personalizada”. É necessário “integrar a dosimetria à parte clínica”, destacou Torres.

Além disso, destacou a importância de “selecionar melhor os pacientes”, o que foi compartilhado pelo chefe associado do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Universitário Fundação Jiménez Díaz de Madri, o Dr. Luis Martínez Dhier, que apontou para os “marcadores de resposta” para “distinguir pacientes que respondem bem dos que respondem mal” aos tratamentos.

NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO

Na opinião deste último, “a sustentabilidade é importante”, pelo que é necessário ter “em conta” que a teragnóstico tem “um impacto”. “É algo novo” e “está sobrecarregando todo o sistema”, argumentou, após o que declarou que nem todos os agentes avançam “na mesma velocidade”, sendo “o mais lento” o “financiamento”.

“O segundo mais lento é o ambiente regulatório, que não está adaptado à velocidade que essas novas técnicas exigem”, prosseguiu, acrescentando que “é preciso tentar otimizar” diante das “restrições” por parte das autoridades e do “desafio financeiro” na também chamada teranóstica.

Enfatizando a relevância da dosimetria, o diretor de Oncologia e Teranóstica da GE HealthCare, Sergio Calvo, demonstrou a aposta para que esta seja “personalizada”. Além disso, defende a “colaboração” para a expansão dessa estratégia, ao mesmo tempo em que destacou o potencial da empresa que representa nas áreas digital e de Inteligência Artificial (IA).

Nesse sentido, destacou o trabalho para obter “modelos preditivos para orientar a terapia”. No entanto, justamente em relação aos tratamentos, o chefe do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Geral Universitário Gregorio Marañón de Madri, o Dr. Juan Carlos Alonso Farto, indicou que há “um gargalo na inovação europeia”.

Existem “problemas de abastecimento”, uma vez que se depende da “Rússia” e “da produção de reatores nucleares, fundamentalmente”, pelo que “é um gargalo importante”, afirmou, diante do que sustentou que “o futuro é construir cíclotrons, que cada hospital tenha seus próprios cíclotrons”.

PRÓSTATA, TUMORES NEUROENDÓCRINOS E CÂNCER DE TIROIDE

Alonso Farto, que também destacou as vantagens da dosimetria, declarou que o crescimento da teragnose é de “15%” ao ano, embora “a maior parte seja realizada nos Estados Unidos” e “o futuro esteja na Ásia”. Além disso, destacou sua aplicação, principalmente, na “próstata, tumores neuroendócrinos e câncer de tireoide”.

Mas “há muito mais”, como “nas fases precoces” da doença de Alzheimer, ressaltou, ao mesmo tempo em que observou que, “em quatro anos, o projeto se tornou rentável”. De fato, ele especificou que o custo do tratamento na Saúde Pública é de cerca de 14.000 euros.

Outros participantes deste encontro foram o chefe do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Politécnico e Universitário La Fe, o Dr. Rafael Díaz Expósito, que afirmou que “a teragnose tem um volume de trabalho enorme”, e o professor adjunto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, David Izquierdo García, que sustentou que foram percorridos “caminhos impensáveis há alguns anos”.

“O potencial e as promessas que estão em jogo para a teranóstica” foram destacados pelo Gerente Regional de Pesquisa da GE HealthCare no Sul da Europa e Oriente Médio, Pablo García-Polo, que garantiu que “tudo está se acelerando drasticamente”, o que gera “desafios”. A “terrível lista de espera” e o “gargalo burocrático” foram os pontos levantados pelo Gerente de Modalidades MICT dessa entidade, Javier Martínez de Ayala.

Por fim, o CEO da GE HealthCare Iberia, Luis Campo, declarou que “a Medicina Nuclear é uma área fundamental e estratégica”, enquanto que, no que diz respeito à teranóstica, destacou que “há muita expectativa” em torno dessa estratégia “fascinante” devido às “capacidades terapêuticas que ela poderá ter no futuro”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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