Publicado 01/04/2026 07:08

Especialistas destacam o impacto da medicina de precisão e dos tratamentos personalizados nas doenças hematológicas

Archivo - Arquivo - Amostras de sangue
FATCAMERA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

Um grupo de especialistas, participantes da 12ª edição do Confluencias da Novartis, destacou como os avanços na medicina de precisão e os tratamentos personalizados estão revolucionando o manejo das doenças hematológicas, marcando um antes e um depois no tratamento dessas doenças.

Foi isso que ficou demonstrado na nova edição do Confluencias, um fórum para especialistas em hematologia que reuniu especialistas de todo o país para compartilhar avanços científicos de ponta, experiências clínicas valiosas e estratégias de atendimento integral que estão transformando a abordagem de doenças hematológicas complexas.

O encontro combinou sessões plenárias e workshops práticos centrados na leucemia mieloide crônica (LMC), hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), mielofibrose e policitemia vera, com o objetivo de promover a atualização clínica, a inovação terapêutica e a melhoria da qualidade de vida.

Um dos temas centrais foi a LMC, uma doença hematológica grave caracterizada pela proliferação descontrolada de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue. Trata-se de um tipo de leucemia crônica associada à presença do cromossomo Filadélfia, presente em cerca de 15% a 20% de todas as leucemias. Essa alteração genética leva à expressão do gene anômalo BCRABL, que desencadeia a transformação leucêmica das células.

Segundo a Novartis, esse conhecimento da base molecular da doença tem sido fundamental para impulsionar avanços terapêuticos nas últimas décadas. Nesse sentido, a empresa destaca que a LMC se consolidou como um dos exemplos mais representativos do impacto da inovação terapêutica na hematologia. Há 25 anos, o tratamento sofreu uma revolução, transformando a doença de mortal em crônica para a maioria dos pacientes, graças à introdução de avanços pioneiros.

Atualmente, a empresa continua pesquisando formas de tratar a LMC de maneira mais seletiva, buscando oferecer uma nova alternativa aos pacientes que não conseguem controlar sua doença com os tratamentos atuais.

HEMOGLOBINÚRIA PAROXÍSTICA NOTURNA

Outro dos focos da Confluencias tem sido as doenças hematológicas raras, como a HPN. Trata-se de uma doença sanguínea rara na qual o sistema imunológico ataca e destrói os glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio por todo o organismo. Sua incidência e prevalência são muito baixas. Estima-se que afete entre 10 e 20 pessoas por milhão, e costuma ser diagnosticada em pessoas jovens, entre 30 e 40 anos, muitas vezes após um longo atraso no diagnóstico que, em média, ultrapassa os dois anos.

A Novartis destaca que, nos últimos anos, os avanços no tratamento da HPN melhoraram o manejo da doença, graças ao maior controle da hemólise, um dos principais mecanismos responsáveis pela destruição dos glóbulos vermelhos. Nesse sentido, a pesquisa permitiu desenvolver novas estratégias terapêuticas que atuam em fases mais precoces do sistema do complemento — uma parte do sistema imunológico envolvida nesse processo —, sendo capazes de reduzir ou até mesmo interromper a hemólise tanto dentro quanto fora dos vasos sanguíneos.

“A abordagem de uma doença ultra-rara como a HPN deve ser integral e multidisciplinar. Estamos falando de uma doença crônica que os pacientes terão que conviver por toda a vida; portanto, a qualidade de vida é fundamental”, destacou Alejandro Contento, médico adjunto do serviço de hematologia do Hospital Regional Universitário de Málaga e coordenador do Grupo de Doenças Raras da Associação Andaluza de Hematologia e Hemoterapia.

Outro dos eixos centrais abordados no Confluencias foram as neoplasias mieloproliferativas Filadélfia-negativas, incluindo a mielofibrose (MF) e a policitemia vera (PV), patologias com um impacto significativo na expectativa e na qualidade de vida dos pacientes.

Nos últimos anos, esse campo avançou notavelmente graças a uma compreensão biológica mais profunda e ao uso cada vez mais otimizado de terapias direcionadas, o que está transformando o manejo da PV e da MF em uma abordagem mais eficaz, com um melhor controle integral da doença.

“A abordagem das doenças hematológicas está passando por um momento de grande transformação, impulsionado por avanços científicos que abrem novas possibilidades no tratamento de distúrbios complexos. Um dos principais desafios é integrar essas descobertas à prática clínica de maneira eficaz, ao mesmo tempo em que garantimos a formação contínua dos profissionais de saúde. Na Novartis, estamos profundamente comprometidos com a pesquisa de ponta e há mais de dez anos promovemos este encontro para fomentar a colaboração e a troca de conhecimento e experiências, com o objetivo de continuar avançando e melhorar a vida dos pacientes”, concluiu Lupe Martínez, diretora médica da Novartis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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