Publicado 14/07/2026 08:46

Especialistas defendem a colaboração para promover a liderança da Espanha em inovação na área da saúde

A Takeda organiza, em colaboração com a UCM, um curso de verão sobre o setor biofarmacêutico como motor de inovação e crescimento

Curso de verão “O setor biofarmacêutico como motor de inovação e crescimento: fatores-chave para a liderança da Espanha”, um evento organizado pela Takeda em colaboração com a Universidade Complutense de Madri.
TAKEDA

MADRID, 14 jul. (EUROPA PRESS) -

Especialistas do setor da saúde defenderam a importância da colaboração entre instituições, profissionais de saúde e pacientes para fortalecer o papel da Espanha no âmbito da inovação em saúde na Europa e transformar seus pontos fortes em liderança efetiva.

Isso ficou evidente no curso de verão “O setor biofarmacêutico como motor de inovação e crescimento: chaves para a liderança da Espanha”, um encontro organizado pela Takeda em colaboração com a Universidade Complutense de Madri, que contou com a participação de representantes do governo, órgãos reguladores, indústria farmacêutica, hospitais, pesquisadores, especialistas em saúde digital e associações de pacientes.

O setor biofarmacêutico atravessa um momento de transformação em escala global. A competição para atrair investimentos em P&D, ensaios clínicos e capacidade de fabricação se intensifica em um contexto geopolítico cada vez mais complexo, marcado pela reconfiguração das cadeias de abastecimento, pela rivalidade tecnológica entre grandes blocos e pela crescente pressão para garantir o acesso a medicamentos inovadores.

Nesse cenário, a União Europeia promove iniciativas como a “Europe’s Choice”, voltadas para reforçar a autonomia estratégica do ecossistema biofarmacêutico europeu, e a Espanha, por sua vez, se apresenta como um dos ecossistemas de pesquisa clínica mais sólidos da Europa.

CONSOLIDAÇÃO DA FORÇA ESPANHOLA

Apesar de sua solidez no setor hospitalar, a Espanha ainda precisa consolidar aspectos como a previsibilidade, a agilidade regulatória e uma colaboração público-privada eficaz que lhe permitam atrair, de forma sustentável, investimentos, ensaios clínicos e atividades de fabricação de alto valor.

Nesse sentido, o secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, afirmou que, para reforçar sua competitividade nos setores biofarmacêutico e biomédico, “a Espanha precisa continuar consolidando as mudanças iniciadas há alguns anos”.

Maior integração das políticas públicas em todo o país, maior impulso a tudo o que diz respeito ao papel da política industrial, maior continuidade nos aspectos relacionados ao acesso e à redução de prazos, além da manutenção de seu papel fundamental no âmbito europeu, são alguns dos pontos em que, segundo Padilla, a Espanha deve trabalhar para reforçar sua competitividade biofarmacêutica.

“No momento em que vivemos, não basta simplesmente dar respostas baseadas nas fronteiras de um país. Precisamos responder às iniciativas que vêm, por exemplo, de países como os Estados Unidos ou a China, com uma maior integração em nível europeu, e a Espanha tem uma voz fundamental que deve ser representada nesse nível”, afirmou ele a respeito do papel que a Espanha desempenha no novo contexto internacional.

Além de sua participação em ensaios clínicos, Padilla destacou que “a Espanha desempenha um papel fundamental na formulação de uma resposta por parte da União Europeia” e é essencial tanto no âmbito regulatório quanto no de compras.

APOIO REGULATÓRIO DO MINISTÉRIO

O Ministério trabalha para dar continuidade a esse momento favorável em matéria de pesquisa pré-clínica e acesso aos medicamentos, mas aposta na descentralização. Além disso, promove uma regulamentação que apoia essa posição espanhola. Assim, aprovou o Decreto Real de Avaliação de Tecnologias da Saúde, aprovará nas próximas semanas o projeto de lei sobre medicamentos e está em audiência pública o Decreto Real sobre Preços e Financiamento.

Por outro lado, colabora com outros ministérios no desenvolvimento de iniciativas como o “Plano ProFarma”, que oferece incentivos fiscais às empresas que cumpram determinados critérios, sendo um deles o desenvolvimento de capacidades de produção na Espanha.

Também no âmbito institucional, o diretor-geral da Carteira Comum de Serviços do Sistema Nacional de Saúde e Farmácia do Ministério da Saúde, César Hernández, destacou que, entre os principais desafios para o acesso à inovação, está a necessidade de enfrentar uma mudança cultural no que diz respeito às expectativas da população, que exige acesso precoce aos medicamentos, algo que, segundo ele, é necessário conciliar com os preços elevados.

DESAFIOS DE UM SETOR EM TRANSFORMAÇÃO

Assim como ocorre em outros setores, o setor biofarmacêutico enfrenta desafios tecnológicos, como o avanço da transformação digital ou a crescente incorporação da inteligência artificial (IA) à assistência à saúde e ao desenvolvimento de novos medicamentos.

Além disso, a implementação do Regulamento Europeu de Avaliação de Tecnologias da Saúde (HTA) exige um esforço coordenado entre órgãos governamentais, organismos avaliadores, indústria e pacientes para garantir que a inovação chegue com rapidez e equidade.

“O ecossistema de saúde na Espanha está passando por um momento único, um momento de transformação”, afirmou o diretor de Acesso ao Mercado e Assuntos Corporativos da Takeda Espanha, Pablo Sierra, que destacou que “os desafios vêm da nova regulamentação”. Além disso, ele destacou que o setor está imerso “em uma fase de implementação de novas normas, uma nova forma de avaliar os medicamentos e uma pressão sobre a competitividade em nível nacional”.

No entanto, ele não considera que sejam desafios, mas sim “oportunidades” que a Espanha pode aproveitar. Em sua opinião, “a Espanha possui vantagens competitivas, como o talento, os pesquisadores, os profissionais de saúde e todo o ecossistema criado em torno disso”.

Além disso, ele destacou a “oportunidade única” da Espanha no âmbito do espaço europeu de dados, de modo que esses dados possam ser compartilhados para continuar gerando inovação e chegar aos pacientes o mais rápido possível.

O PACIENTE NO CENTRO

Nesse novo ecossistema, a figura do paciente ganha importância, pois deve fazer parte da conversa para avançar em soluções concretas que cheguem aos seus diagnósticos.

O presidente do Fórum Espanhol de Pacientes, Andoni Lorenzo, afirmou que, para os pacientes, o principal desafio do novo modelo de avaliação da saúde é esclarecer todas as dúvidas que possam surgir.

Conforme explicou, é necessário esclarecer as dúvidas relativas a toda a estrutura normativa que ainda está pendente de aprovação, bem como as dúvidas sobre o papel que as organizações de pacientes terão agora e como suas contribuições serão avaliadas.

Com relação à inovação, Lorenzo destacou que os pacientes a veem com “frustração”, pois ela chega “com certo atraso”; mas também com “esperança”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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