Publicado 29/07/2025 07:01

Especialistas alertam para o risco de desequilíbrio da microbiota intestinal durante o verão

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MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -

Os especialistas da Cigna Healthcare alertam que o fato de não seguir uma dieta equilibrada, juntamente com as altas temperaturas comuns durante o verão, pode levar à desidratação e alterar o equilíbrio da microbiota intestinal, afetando a resistência e a funcionalidade do sistema digestivo.

A microbiota intestinal representa mais de 70% dos microrganismos do corpo e desempenha um papel fundamental na saúde digestiva e geral. Se ela estiver comprometida, aumenta a probabilidade de desconforto digestivo frequente, como azia, inchaço, gases ou constipação.

Ele também "tem funções anti-inflamatórias, por meio da produção de compostos como ácidos graxos de cadeia curta que reduzem a inflamação intestinal. Ele também tem um papel neuro-regulador ao influenciar a produção de neurotransmissores como a serotonina, estabelecendo assim uma comunicação direta com o cérebro por meio do chamado eixo intestino-cérebro", explica Daniela Silva, especialista em Medicina Interna e Gerente Médica de E-Health da Cigna Healthcare Espanha.

Por esse motivo, um desequilíbrio na microbiota intestinal "pode afetar não apenas a saúde digestiva, mas também o humor e o controle do estresse. Portanto, cuidar da microbiota deve ser uma prioridade, especialmente em épocas do ano como o verão, quando nossos hábitos tendem a mudar", acrescenta ela.

No entanto, o Cigna Healthcare International Study revela que apenas 35% da população adulta da Espanha afirma manter uma dieta equilibrada. Essa situação é particularmente relevante se considerarmos que, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as doenças do sistema digestivo representaram a principal causa de hospitalização na Espanha em 2023, à frente de outras patologias, como doenças cardiovasculares ou respiratórias.

Assim, uma microbiota equilibrada está associada a uma melhor resposta imunológica, maior proteção contra toxinas e contaminantes alimentares e melhor eficácia das intervenções nutricionais, tanto preventivas quanto terapêuticas.

PASSOS SIMPLES PARA MANTER UMA MICROBIOTA EQUILIBRADA

Durante o verão, mudanças na dieta e no estilo de vida são comuns. Por esse motivo, os especialistas da Cigna Healthcare oferecem algumas recomendações para manter rotinas que favoreçam o equilíbrio intestinal.

Nesse sentido, a primeira medida é manter a hidratação, aumentando a ingestão de água e incorporando alimentos com alto teor de água, como melancia, pepino e tomate. Especificamente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) recomendam uma ingestão diária total de 2 a 2,5 litros de água para mulheres adultas e de 2,5 a 3 litros para homens adultos.

Além disso, o aumento do consumo de fibras provenientes de frutas, verduras, legumes e grãos integrais pode melhorar o trânsito intestinal e apoiar uma microbiota equilibrada. A fibra atua como alimento para bactérias benéficas no intestino, o que pode levar à produção de ácidos graxos de cadeia curta (SCFA), como o butirato, associado a efeitos anti-inflamatórios e protetores no intestino. Além disso, de acordo com a Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição (SEEN), a fibra solúvel pode ajudar a reduzir o tempo de trânsito intestinal e evitar a constipação.

Da mesma forma, o consumo de alimentos fermentados, como iogurte, kefir ou chucrute, pode ajudar a manter ou restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal, fornecendo microrganismos vivos (probióticos). Eles demonstraram benefícios em condições como a intolerância à lactose ou algumas diarréias infecciosas. Os prebióticos, que estão naturalmente presentes em alimentos como alcachofra, banana e cebola, atuam como alimento para as bactérias intestinais benéficas.

Exercícios moderados, como caminhada, natação ou ciclismo, têm sido associados à melhora do trânsito intestinal e à maior diversidade microbiana. Além disso, essa atividade tem efeitos positivos sobre o humor e os níveis de estresse, fatores que também parecem influenciar a saúde digestiva.

Também é importante limitar as gorduras e os produtos processados para proteger a flora. Eles recomendam alimentos frescos e de qualidade nutricional, como o azeite de oliva extra virgem, que pode ajudar a regular a pressão arterial, melhorar os níveis de colesterol e prevenir doenças como o diabetes tipo 2, devido à sua riqueza em compostos fenólicos e ácido oleico. O excesso de álcool, por outro lado, afeta negativamente a mucosa intestinal e dificulta a absorção de nutrientes.

Por fim, foi demonstrado que o estresse contínuo ao longo do tempo pode afetar o equilíbrio da microbiota e aumentar a permeabilidade intestinal. Da mesma forma, uma microbiota alterada pode piorar os sintomas de estresse e ansiedade. Por esse motivo, técnicas como meditação, ioga e atenção plena têm se mostrado úteis na redução dos níveis de cortisol, o que pode promover uma melhor comunicação entre o sistema nervoso central e o trato digestivo. Estabelecer rotinas de descanso e momentos de desconexão também pode ter um efeito positivo no bem-estar digestivo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático