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MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - Os especialistas da Sanitas Dental alertaram que o bruxismo pode se manifestar com maior frequência ou agravar-se durante o mês de janeiro, uma vez que, nesta época, os níveis de estresse e tensão emocional tendem a aumentar com o fim do Natal e as resoluções para o ano novo.
De fato, de acordo com o Estudo Sanitas de Saúde Bucodental 2025, quase 2 em cada 10 pessoas na Espanha (17,4%) sofreram de bruxismo durante 2024. Este dado, destacam os especialistas, realça a magnitude de uma condição que, em muitos casos, permanece sem diagnóstico. “O bruxismo consiste em apertar ou ranger os dentes involuntariamente, geralmente durante o sono, embora também possa aparecer durante o dia em situações de tensão ou concentração. Este hábito gera uma sobrecarga constante sobre a musculatura mandibular e as estruturas dentárias, o que pode resultar em desgaste do esmalte, sensibilidade dentária, dor facial ou dores de cabeça recorrentes”, explicou Lorena Trinidad Bueno, da equipe de assistência e qualidade clínica da Sanitas Dental.
Os especialistas alertam que, com o início do ano, muitas pessoas retomam rotinas exigentes num contexto de menos horas de luz, descanso de menor qualidade e maior carga mental. Esses fatores influenciam a qualidade do sono e favorecem o aparecimento de microdespertares, momentos em que o bruxismo tende a se intensificar. Além disso, os primeiros sintomas, como rigidez mandibular ao acordar ou desconforto cervical, tendem a se normalizar ou a ser atribuídos ao cansaço próprio desta época do ano.
Além disso, é necessário levar em conta que o bruxismo pode atuar como uma manifestação física da tensão emocional acumulada. “O corpo canaliza o estresse de diferentes formas e a mandíbula é uma das áreas onde essa carga se concentra. Ranger os dentes torna-se uma resposta automática quando as preocupações ou a ansiedade não são geridas adequadamente. Se esse padrão se mantiver ao longo do tempo, não só afeta a saúde bucodental, mas também o descanso e o bem-estar geral”, observou Soledad Scarcella, psicóloga da Blua de Sanitas.
LIMITAR O CONSUMO DE CAFEÍNA Diante dessa situação, os especialistas recomendam adotar medidas preventivas que ajudem a reduzir seu impacto ou evitar sua progressão. Entre elas, reduzir a exposição a telas nas horas que antecedem o descanso, pois a luz azul mantém a atividade cerebral elevada e retarda o adormecimento. Como consequência, o descanso torna-se menos reparador e a musculatura não consegue relaxar completamente. Além disso, aconselham limitar o consumo de cafeína nas primeiras horas do dia. A cafeína prolonga o estado de alerta durante várias horas, mesmo quando não é percebido de forma consciente. Isto interfere na qualidade do descanso e favorece a tensão muscular noturna.
Eles também alertam que uma postura incorreta aumenta a carga sobre o pescoço, os ombros e a mandíbula. Essa sobrecarga não desaparece durante o sono e acaba intensificando o bruxismo noturno. Nesse ponto, é aconselhável revisar a ergonomia e fazer ajustes periódicos durante o dia para mitigar a tensão acumulada que se gera ao longo da jornada de trabalho.
Por último, recomendam adaptar o ambiente do quarto. Um espaço adequado para o descanso deve ser escuro, silencioso e manter uma temperatura estável, de preferência entre 16 °C e 20 °C, evitando estímulos que mantenham o corpo em estado de alerta. A presença de luz artificial, ruídos constantes ou dispositivos eletrônicos interfere no sono profundo e favorece os microdespertares. “Quando a dor mandibular, a rigidez ao acordar ou as cefaleias se repetem com frequência, não devem ser normalizadas nem atribuídas apenas ao cansaço. Esses sinais podem estar indicando um bruxismo mantido ao longo do tempo, por isso é recomendável consultar um profissional para realizar uma avaliação adequada, seja presencialmente ou por videoconsulta. Identificar a origem do problema a tempo permite abordá-lo de forma adequada e evitar que se torne crônico”, concluiu Bueno.
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