Publicado 28/07/2026 12:08

Especialista recomenda manter uma certa regularidade no horário de acordar durante as férias para evitar o “jet lag” social

Archivo - Arquivo - Mulher dormindo na cama depois de ler um livro.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -

A coordenadora do grupo de trabalho de Cronobiologia da Sociedade Espanhola do Sono (SES), María José Martínez Madrid, recomendou manter uma certa regularidade no horário de acordar durante as férias, mesmo que o horário de dormir seja adiado, para evitar o “jet lag” social e seus efeitos ao retornar à rotina.

O “jet lag” social é o desfasamento entre o horário determinado pelo relógio biológico de cada pessoa e aquele que ela é obrigada a seguir devido à sua vida social, profissional ou escolar. Esse desequilíbrio ocorre com frequência entre os dias úteis, quando muitas pessoas precisam acordar cedo para estudar ou trabalhar, e os fins de semana, que aproveitam para ter horários mais tardios para dormir e acordar.

“Durante o verão, é muito mais fácil sofrer com o ‘jet lag’ social do que em outras épocas do ano, já que as férias de verão reúnem praticamente todos os ingredientes para favorecê-lo”, destacou Martínez, que citou como fatores incentivadores o maior número de horas de luz e as altas temperaturas, que convidam a uma vida noturna, além das férias.

“Na Espanha, já partimos de horários especialmente tardios em relação ao nosso fuso solar. Durante o verão, e especialmente durante as férias, esse atraso costuma se acentuar ainda mais, e muitas pessoas adiam por semanas, em duas horas — ou até mais —, o horário de dormir e acordar; por isso, depois, voltar à rotina pode ser tão difícil quanto fazê-lo após voltar de uma viagem intercontinental”, alertou ela.

Esse “jet lag” social das férias é, segundo a especialista, um dos “principais motivos” pelos quais muitas pessoas sentem que, nos primeiros dias após as férias, têm muita dificuldade para dormir à noite, acordar cedo, se concentrar ou ter bom desempenho no trabalho. Mas, além dos efeitos de curto prazo, vários estudos associaram esse fenômeno a um maior risco futuro de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e pior saúde mental.

“Isso ocorre porque nosso organismo funciona seguindo ritmos circadianos muito precisos. Quando forçamos continuamente o relógio biológico a funcionar em horários diferentes, muitos processos fisiológicos deixam de estar sincronizados”, explicou ela.

APROVEITAR, MAS MANTER UMA CERTA ORDEM CRONOBIOLÓGICA

Martínez Madrid destacou a importância de aproveitar as férias, sem ficar obcecado com o relógio, mas mantendo uma certa ordem cronobiológica, de modo a evitar uma desestruturação completa dos ritmos circadianos.

Em primeiro lugar, ele recomendou que se procure, na medida do possível, que a diferença entre os horários das férias e os habituais não ultrapasse uma ou duas horas. Além disso, destacou o benefício de se expor à luz natural pela manhã todos os dias, já que a luz é o principal sincronizador do relógio biológico.

Ela também aconselhou manter uma certa regularidade na hora de acordar, mesmo que em alguns dias a hora de dormir seja adiada, além de manter os horários das refeições principais. Outra sugestão é começar a adaptar os horários de forma gradual dois ou três dias antes do retorno à rotina.

A especialista observou que pensar em recuperar o sono em setembro é uma ideia equivocada, pois o sono “não funciona como uma conta bancária na qual se pode fazer grandes depósitos e saques quando se quiser”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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