Publicado 15/06/2026 13:57

Especialista recomenda que as pessoas se informem sobre os riscos à saúde do destino antes de viajar para o exterior

Archivo - Arquivo - Como transportar medicamentos durante uma viagem no verão.
ADVENTTR/ISTOCK - Arquivo

MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -

O responsável pela Unidade de Medicina do Viajante e Doenças Tropicais do Hospital Universitário HM Sanchinarro, Justo M. Menéndez, recomendou que as pessoas se informem com antecedência sobre os riscos à saúde no país de destino ao viajar para o exterior, a fim de saber se são necessárias vacinas e tomar medidas preventivas.

"O planejamento prévio em saúde é tão importante quanto a preparação logística da viagem. Uma consulta especializada antes da viagem permite prevenir a maioria dos problemas de saúde que podem surgir durante a estadia ou após o retorno”, destacou ele, tendo em vista a proximidade das férias de verão para muitos espanhóis.

O especialista em doenças tropicais e saúde internacional destacou a importância de consultar sobre as necessidades específicas de cada pessoa e destino no que diz respeito à vacinação, que, dependendo do país, pode ser recomendada ou até mesmo obrigatória contra doenças como a febre amarela, a hepatite A ou a febre tifóide.

Menéndez aconselhou levar na mala um pequeno kit de primeiros socorros de viagem que inclua analgésicos, curativos, desinfetantes, material básico de primeiros socorros e outros produtos. Além disso, destacou a importância de que pessoas com doenças crônicas viajem com quantidade suficiente de seu tratamento habitual e levem um laudo médico atualizado, se possível em inglês ou no idioma do país de destino.

Nesse sentido, ele indicou que pode ser conveniente contratar um seguro médico com cobertura internacional, já que a assistência médica pode ter um custo muito elevado em alguns países.

PRECAUÇÕES COM A ALIMENTAÇÃO E AS ROUPAS

Uma vez no destino, Menéndez alertou que é preciso ter precaução com a água e os alimentos. Especificamente, ele recomendou consumir apenas água engarrafada ou tratada e evitar gelo quando houver dúvidas sobre sua origem, além de não ingerir alimentos crus, mal cozidos ou frios, bem como aqueles provenientes de barracas de rua com poucas garantias de higiene.

Por outro lado, ele sugeriu o uso de roupas adequadas às condições do destino e às atividades a serem realizadas, com o objetivo de prevenir picadas, queimaduras solares e outros problemas frequentes. Ele também destacou a importância do uso de repelentes adequados e mosquiteiros, bem como de medidas de proteção contra o sol, como chapéu, óculos e protetor solar, especialmente para crianças, idosos e pessoas de pele clara.

O especialista lembrou que algumas doenças podem se manifestar dias ou até semanas após o retorno à Espanha. Por isso, se após a viagem surgirem sintomas como febre, diarreia persistente, lesões cutâneas ou mal-estar geral, é importante consultar profissionais especialistas em doenças infecciosas e tropicais.

“Muitas doenças associadas a viagens internacionais têm tratamento eficaz se forem diagnosticadas precocemente. Por isso, diante de qualquer sintoma após o retorno do exterior, é recomendável procurar uma unidade especializada”, destacou Menéndez.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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