MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
Bo Norrving, ex-presidente da Organização Mundial do AVC (WSO) e membro do conselho de administração da Aliança para Doenças Não Transmissíveis, pediu uma Estratégia Europeia de Saúde Cardiovascular "ambiciosa" que atue em todos os níveis para "reduzir o impacto dessas doenças em até metade".
Norrving fez essa declaração durante sua participação no 'Dialogues with Europe', um fórum organizado pela Boehringer Ingelheim no qual, entre outros pontos, foi discutida a Estratégia Europeia de Saúde Cardiovascular.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, sendo responsáveis por mais de 1,8 milhão de mortes por ano na Europa. Nesse contexto, os participantes enfatizaram a necessidade de promover a Estratégia Europeia de Saúde Cardiovascular, que deve incluir a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o diagnóstico precoce, o tratamento abrangente, a reabilitação e o cuidado de longo prazo.
"A prevenção é eficaz e econômica. Vimos uma revolução nos tratamentos, agora precisamos estender esse progresso à prevenção, abordando os fatores de risco; e nos cuidados, para que a síndrome cardio-renal-metabólica seja gerenciada de forma integrada", enfatizou Norrving.
Neil Johnson, diretor executivo do Global Heart Hub, a aliança internacional de organizações de pacientes com doenças cardíacas, enfatizou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
"Oitenta por cento das doenças cardiovasculares podem ser evitadas. A Estratégia Europeia de Saúde Cardiovascular é uma oportunidade fundamental para promover estratégias nacionais de detecção precoce e para conscientizar a população em geral sobre a conexão entre o coração, o pâncreas, o fígado e os rins, promovendo uma abordagem abrangente para o tratamento dessas doenças", disse Johnson.
Em resposta a essa necessidade, a digitalização e as novas tecnologias estão surgindo como ferramentas fundamentais para melhorar o atendimento, o gerenciamento e a capacitação dos pacientes. "A inteligência artificial, as ferramentas digitais e a interconectividade entre hospitais permitirão que os pacientes monitorem sua própria saúde. Isso não apenas lhes dá maior independência, mas também melhora significativamente sua qualidade de vida, permitindo que assumam o controle de seu próprio processo como pacientes", concluiu Marleen Kestens, Gerente de Políticas para Prevenção de Doenças Cardiovasculares da European Heart Network.
O FUTURO DA COMPETITIVIDADE FARMACÊUTICA
Além disso, durante a primeira mesa redonda do fórum, intitulada "A bússola da competitividade como ferramenta para um setor farmacêutico europeu mais competitivo", foram abordados o presente e o futuro da legislação do setor.
Os participantes enfatizaram a necessidade de reforçar a competitividade do setor farmacêutico por meio de incentivos à inovação, atraindo investimentos e fortalecendo a posição do setor farmacêutico europeu em nível global.
"A Europa deve desenvolver políticas que incentivem as empresas a fabricar e produzir nossos medicamentos na região, o que permitirá que o setor continue investindo na Europa e na pesquisa de doenças tão prevalentes quanto as cardiovasculares. Além disso, é fundamental garantir a segurança farmacêutica na União Europeia e proteger nossas patentes. Também é essencial garantir que os pacientes tenham acesso rápido e equitativo a esses avanços", disse a deputada do PP Elena Nevado.
Durante a mesa redonda, foram destacados mecanismos como a extensão da proteção de dados ou a criação de incentivos para inovações incrementais que garantam a autonomia europeia.
"Devemos promover a inovação que beneficie todos os europeus e, ao mesmo tempo, fortaleça nossas cadeias de produção e o ecossistema inovador na Europa", concluiu Nicolás González, deputado do PSOE.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático