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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Sociedade Espanhola de Cuidados Paliativos (SECPAL), Dr. Elia Martínez, declarou que os cuidados paliativos devem ser planejados antes que o paciente perca a capacidade de expressar sua vontade, enfatizando que se trata de uma abordagem interdisciplinar especializada em prevenir e aliviar o sofrimento, oferecendo a "melhor qualidade de vida possível" a cada paciente.
"Os cuidados paliativos devem ser planejados antes que o paciente perca a capacidade de expressar sua vontade", disse Martínez durante um webinar organizado pela SECPAl e pela Confederao Espanhola de Alzheimer e Outras Demncias (CEAFA), no qual ele também destacou que "os cuidados paliativos no tm o objetivo de acelerar ou retardar a morte do paciente, mas de acompanhar a pessoa na fase final de sua vida".
O médico também ressaltou que o cuidado paliativo "eficaz" é aquele que melhora o controle dos sintomas, reduz a sobrecarga do cuidador e favorece a tomada de decises dentro de um fluxo correto de informaes, levando em conta as necessidades do paciente e do cuidador.
Ela também enfatizou o desafio da tomada de decises para pessoas que vivem com demncia, pois os valores e as preferncias do paciente devem ser levados em conta diante de possíveis complicaes e, portanto, destacou o papel do representante, que "muitas vezes" precisa tomar decises de acordo com os desejos do paciente.
Essa conferncia virtual é a primeira de uma série de sesses nas quais sero discutidos aspectos essenciais dos cuidados paliativos na abordagem da doena de Alzheimer e de outras demncias, algo de particular relevncia com o contínuo envelhecimento da populao, que levará a um aumento na incidncia dessas patologias; de acordo com estimativas da Organizao Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com demncia aumentará para 78 milhes até 2030 e 139 milhes até o ano de 2050.
Durante seu discurso, a médica explicou a importncia e os benefícios dos cuidados paliativos dentro do complexo mundo das doenas neurodegenerativas e enfatizou que "o cuidado sempre estará presente, porque é uma necessidade derivada da condio limitada e vulnerável do ser humano", e ressaltou que a necessidade de cuidado é básica tanto para o paciente quanto para o cuidador.
"Precisamos que o cuidado tenha o reconhecimento social que merece, mesmo que no seja uma atividade quantificável ou comercial", acrescentou Martínez, que pediu que esse reconhecimento seja baseado em elementos como flexibilidade, gerenciamento de imprevistos e senso de responsabilidade.
Por fim, Martínez detalhou que "ser um cuidador significa enfrentar muitos problemas, pois um ente querido está mudando", e que essa situao "os obriga a questionar coisas que antes consideravam garantidas, pois no é uma cincia exata, ento eles devem aprender com seus erros e com aqueles que os cometeram antes deles".
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