PIYAPONG THONGCHAROEN/ISTOCK - Arquivo
MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -
Carolina Malagelada, especialista em aparelho digestivo do Hospital Universitário Vall d'Hebron de Barcelona e membro da Sociedade Espanhola de Patologia Digestiva (SEPD), destacou a importância de diferenciar a gastroparesia da dispepsia, dois distúrbios digestivos com sintomas muito semelhantes, mas com origens e tratamentos distintos.
Segundo ela, desconfortos persistentes após as refeições, sensação de saciedade precoce, náuseas, inchaço ou distensão abdominal são sintomas frequentes que muitas pessoas atribuem a uma “má digestão”, quando, na verdade, por trás deles podem estar distúrbios digestivos que exigem diagnósticos e abordagens específicas.
A especialista abordou essa questão na palestra “Gastroparesia e dispepsia funcional: duas faces da mesma moeda?”, incluída na mesa redonda SEPD/ASENEM “O mais relevante em neurogastroenterologia e trato gastrointestinal”, durante o 85º Congresso da SEPD, realizado em Sevilha.
“A gastroparesia é um distúrbio da motilidade do estômago que faz com que o esvaziamento dos alimentos ocorra de forma mais lenta do que o normal. Como consequência, a comida permanece mais tempo no estômago e surgem sintomas como sensação de plenitude ou saciedade precoce, náuseas e até vômitos", explicou.
Essa condição costuma estar associada a doenças sistêmicas como diabetes, certas doenças neuromusculares, algumas patologias autoimunes ou a doença de Parkinson. Por isso, ele destacou que, após o diagnóstico, deve-se investigar se existe uma causa subjacente que explique o problema.
Por outro lado, ele detalhou que a dispepsia funcional está relacionada a uma alteração na sensibilidade do estômago, o que gera digestões incômodas, pesadas e até mesmo dolorosas. Faz parte dos chamados distúrbios do eixo intestino-cérebro, nos quais intervêm fatores como a sensibilidade digestiva, o estresse, a ansiedade, os hábitos alimentares ou a qualidade do sono.
Enquanto a gastroparesia é uma doença rara, a dispepsia funcional é um distúrbio muito comum que pode afetar até 10% da população em geral.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático