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MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -
A psicóloga do Grupo de Neuropaliativos da Sociedade Espanhola de Cuidados Paliativos (SECPAL), Anna Escolá, destacou “a importância de identificar as causas que podem estar por trás de sintomas como ansiedade, agitação, apatia ou isolamento” na doença de Alzheimer, “evitando interpretá-los apenas como uma consequência inevitável da demência”, pois é necessário “analisar possíveis fatores desencadeantes”.
Estes últimos podem ser “orgânicos, emocionais ou ambientais”, diante dos quais é preciso “agir”, indicou ela durante sua participação no webinar ‘Dimensão psicológica e comportamental nas demências’, organizado por esta sociedade científica e pela Confederação Espanhola de Alzheimer e outras Demências (CEAFA), como terceira sessão de seu programa formativo e divulgativo sobre cuidados paliativos e demências.
Nesse encontro online, a também membro da Sociedade Espanhola de Psicologia Paliativa (SEPP-Psicopalis) indicou que, “para o manejo da ansiedade e da agitação”, é necessário “observar as situações que as provocam, para preveni-las, criar ambientes tranquilos e agradáveis, transmitir calma e evitar o confronto”. Além disso, é aconselhável “não insistir quando a pessoa apresenta resistência, buscar estratégias de distração e utilizar um tom de voz suave, mantendo o contato visual”, afirmou.
“Em relação a sintomas como a apatia, a depressão e o isolamento”, ela destacou a importância de “manter estilos de vida ativos sem forçar, incentivar os hobbies, passatempos e interesses pessoais”. É oportuno “dar-lhe espaço para que expresse suas emoções por meio da escuta ativa e promover que mantenha a vida social e a participação”, explicou.
Na sua opinião, é importante colocar o foco “na vivência emocional das pessoas com deterioração cognitiva e na necessidade de abordar de forma integral os sintomas psicológicos e comportamentais associados a essas doenças”. Além disso, ela enfatizou “os comportamentos que devem ser evitados, como discutir, contradizer ou elevar o tom de voz; falar com a pessoa afetada em tom infantil; submetê-la a testes constantes de memória ou confrontá-la com seus esquecimentos, situações que podem aumentar o mal-estar e a frustração”.
O MOMENTO DO DIAGNÓSTICO
Por outro lado, esta psicóloga da Equipe de Atenção Psicossocial (EAPS) Mutuam-Barcelona aproveitou este evento moderado pela vice-presidente da SEPP-Psicopalis e membro da Comissão de Psicologia da SECPAL, Lori Thompson, para explicar que o processo de diagnóstico e o surgimento dos primeiros sintomas “podem ser vividos de forma muito diferente pela pessoa afetada e seu entorno”.
“Enquanto alguns membros da família sentem alívio ao dar um nome ao que está acontecendo, outros enfrentam o início do processo com ansiedade, incerteza e antecipação de situações futuras”, afirmou ela a esse respeito, acrescentando que “à medida que a doença progride e o diagnóstico de Alzheimer é confirmado, surgem novas necessidades relacionadas à adaptação, à reorganização familiar e à busca por apoios e recursos”.
Em seguida, indicou que as intervenções não farmacológicas, como “a atividade física, a estimulação cognitiva ou a participação social”, representam “ferramentas fundamentais para melhorar a qualidade de vida da pessoa com demência e manter sua autonomia”. A isso se soma, para esse fim, “o acompanhamento médico”, destacou.
Por fim, Escolá destacou algumas intervenções psicológicas “com evidência de utilidade”, como “a terapia de orientação à realidade, a evocação guiada de memórias autobiográficas ou o treinamento cognitivo específico”. Também são benéficas “terapias complementares como a intervenção com animais, a musicoterapia, as hortas urbanas, a estimulação sensorial ou as atividades intergeracionais”, concluiu.
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