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MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
A ginecologista especialista em saúde hormonal feminina do HM Fertility Center, a Dra. Bárbara Castro, lembrou que “ter ciclos regulares não garante a ausência de problemas reprodutivos”, algo que ela considera fazer parte de “alguns dos mitos mais difundidos sobre fertilidade”.
“Muitas mulheres só descobrem como funciona seu ciclo hormonal depois de já estarem tentando engravidar há algum tempo”, destacou ela, no entanto, durante sua participação na segunda edição do encontro ‘Mitos da Fertilidade’, evento organizado por este centro do grupo de saúde HM Hospitales e pelo Women’s Sports Institute.
Neste evento realizado no Centro Universitário HM Hospitales de Ciências da Saúde da Universidade Camilo José Cela (CUHMED), na cidade madrilenha de Boadilla del Monte, Castro destacou que “entre 40% e 50% dos casos de infertilidade têm origem masculina”. No entanto, ela defende que “se normalizem as conversas sobre contracepção, reserva ovariana e infertilidade secundária antes que as mulheres comecem a pensar na maternidade”.
Por isso, na opinião dos especialistas, é necessário “abordar a saúde reprodutiva a partir de uma perspectiva multidisciplinar, integrando conhecimento médico, acompanhamento emocional e experiência da paciente para ajudar as mulheres a tomar decisões informadas sobre seu futuro reprodutivo”. Isso no contexto atual em que “um em cada seis casais enfrenta problemas de fertilidade”, algo “marcado pelo adiamento da maternidade, pelas mudanças nos estilos de vida e pela persistência de mitos que geram confusão e incerteza”, afirmaram.
“A fertilidade continua sendo uma área onde coexistem os avanços científicos mais extraordinários com algumas das crenças errôneas mais persistentes”, destacou a esse respeito a diretora médica do HM Fertility Center, a Dra. Ana Gaitero, que destacou, diante disso, “o papel da divulgação científica como uma ferramenta essencial para melhorar a saúde reprodutiva”. “A fertilidade não começa quando uma mulher entra em um consultório de reprodução assistida”, garantiu ela, precisando que isso ocorre “quando ela compreende seu corpo e reconhece seus sinais”.
APOIO PSICOLÓGICO
Por sua vez, a psicóloga especialista em fertilidade e gestão do estresse, María Gamero, afirmou que “quando uma mulher não compreende o que está acontecendo em seu corpo, a incerteza se transforma em ansiedade”, e esta, “quando se torna crônica, tem efeitos bioquímicos reais sobre o eixo hormonal”. Diante dessa situação, é importante “o apoio psicológico”, que “deve ser considerado uma parte essencial da abordagem reprodutiva”, enfatizou.
Em seguida, a consultora clínica do Vitrolife Group, Andrea Rivadeneira, afirmou que “a melhor tecnologia não substitui o julgamento humano: ela o potencializa”, pois “a inovação contribui para reduzir a incerteza e facilitar uma tomada de decisão mais informada durante o processo reprodutivo”. “O laboratório é o grande invisível desse processo”, indicou, por sua vez, a diretora do Laboratório de Fertilização In Vitro (FIV) do HM Fertility Center, Áurea García.
A relação entre o esporte de alta competição e a saúde reprodutiva foi analisada em uma mesa redonda moderada pela diretora do Women’s Sports Institute, Alejandra Domínguez. Nessa mesa redonda, Castro destacou que “o treinamento de alta intensidade pode alterar o ciclo hormonal e até mesmo provocar amenorreia quando há um déficit energético prolongado”. A fertilidade continua sendo “um tema ausente no meio esportivo”, declarou, em seguida, a personal trainer, fisioterapeuta e ex-atleta de elite Crys Díaz.
Também proveniente do mundo do esporte profissional, a ex-jogadora de futebol Ana María Romero Moreno destacou “a importância de dar visibilidade” à reprodução assistida, após o que Gaiteiro concluiu afirmando que “as mulheres precisam de informações para decidir”.
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