MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O diretor médico da Clínica Miranza Muiños, em Santa Cruz de Tenerife, o Dr. José Alberto Muiños, lembrou que existem diferentes tipos de conjuntivite cuja origem “determina o tratamento”, pois “nem todas as conjuntivites requerem o mesmo tratamento”.
“Nem todas as conjuntivites são iguais e diferenciá-las é fundamental para evitar complicações e aplicar o tratamento adequado”, destacou ele por ocasião da chegada da primavera e do aumento de alérgenos como o pólen, momento em que os casos de coceira ocular, lacrimejamento e vermelhidão se tornam mais frequentes.
Nesse sentido, o grupo de saúde ocular Miranza explicou que, embora muitas pessoas atribuam essas circunstâncias a incômodos leves típicos da época, esses sintomas podem ser indicativos de uma conjuntivite, uma afecção ocular comum, mas não por isso sem importância.
Nesta época, é comum a conjuntivite alérgica, relacionada a pólen, ácaros do pó ou pelos de animais, entre outros alérgenos. Além disso, existe uma forma específica desta doença devido à reação do organismo ao material das lentes de contato, a conjuntivite papilar, que geralmente surge alguns meses após o uso das lentes e pode chegar a ameaçar a visão se não for tratada a tempo.
Juntamente com essas, há a conjuntivite irritativa, associada a substâncias como o cloro da piscina, maquiagem e poluentes do ar. Há também a conjuntivite infecciosa, causada por bactérias ou vírus, que pode apresentar secreção.
USO INCORRETO DE LENTES DE CONTATO
Aprofundando-se no uso incorreto de lentes de contato, que é um dos fatores que favorece o aparecimento da conjuntivite, Muiños declarou que as lentes de contato “são um corpo estranho que precisa da umidade do olho”. “O calor ou o ar-condicionado favorecem o ressecamento, o que tende a irritar o globo ocular”, explicou.
“O maior inimigo das lentes de contato é a água”, continuou ele, acrescentando que “elas nunca devem ser limpas com água, apenas com soro fisiológico”. O uso prolongado de produtos de manutenção poderia, a longo prazo, favorecer o aparecimento de conjuntivites alérgicas; por isso, ele recomendou optar por lentes de uso diário sempre que possível.
Por outro lado, e ressaltando que nem todas as conjuntivites são graves, ele insistiu em não subestimar os sintomas nem adiar a consulta médica caso estes piorem. “O problema não é apenas a conjuntivite alérgica”, destacou, após o que indicou que, “se não se agir a tempo, podem surgir infecções ou até mesmo úlceras corneanas”.
A esse respeito, o especialista afirmou que essas complicações podem causar cicatrizes na córnea, o que é conhecido como leucoma, e afetar significativamente a acuidade visual. Por isso, ele defende a identificação de sinais de alerta, como o aparecimento de secreção esbranquiçada ou amarelada e o vermelhidão persistente no olho.
“Diante de qualquer um desses sinais, é fundamental procurar um profissional, para evitar o desenvolvimento de uma infecção ou de um problema mais grave”, afirmou, ao mesmo tempo em que se deve optar por manter uma higiene adequada, especialmente entre usuários de lentes de contato, e seguir as recomendações dos especialistas.
De qualquer forma, em casos leves de conjuntivite, medidas como compressas frias e colírios artificiais costumam ser suficientes para aliviar os sintomas. Em situações mais graves, são necessários colírios específicos ou tratamentos anti-inflamatórios, sempre sob supervisão médica.
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