Publicado 07/09/2026 13:14

Especialista explica que o Decreto Regulatório sobre Avaliação de Tecnologias em Saúde resultará em um modelo único de avaliação

Archivo - Arquivo - A AEMPS aprova um modelo de governança e um plano para a implementação do regulamento sobre avaliação de tecnologias em saúde
AEMPS - Arquivo

MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -

A coordenadora da Unidade de Diagnóstico Molecular e Genética Clínica do Hospital Universitário Son Espases, em Palma, a doutora Icíar Martínez López, afirmou que o Decreto Real (RD) sobre Avaliação de Tecnologias em Saúde (HTA, na sigla em inglês) resultará em um modelo único de avaliação que “permitirá aprender a avaliar doenças raras”.

Antes dessa norma, elaborada para alinhar o sistema nacional ao Regulamento Europeu de HTA, os especialistas estavam acostumados “a avaliar inovações para indicações de patologias mais comuns”, afirmou ela durante sua participação no ‘Efecto Múltiple 7.0’, evento organizado pela empresa de biotecnologia Biogen sob o lema ‘Multiplicando o conhecimento em doenças neurodegenerativas’.

No entanto, Martínez López destacou que “avaliar doenças raras sempre traz algumas incertezas que são difíceis de lidar”. “Esses modelos sistematizados e únicos propostos pela Europa podem facilitar o gerenciamento dessa incerteza, beneficiando os pacientes para que possamos agir a tempo e reduzir os prazos de acesso”, declarou ele a esse respeito.

Por outro lado, ele expôs os “desafios” que esse decreto-lei (RD) e a centralização do processo representam. “O fato de a avaliação clínica ser realizada na Europa e não na Espanha pode fazer com que as perguntas ‘PICO’ sejam diferentes daquelas que faríamos se estivéssemos aqui, com os padrões de atendimento que temos na Espanha”, afirmou, acrescentando que “esse é um tema que está sendo discutido”.

ANÁLISE DE DECISÃO MULTICRITÉRIO

Nesse sentido, os especialistas apontaram que a futura implementação do Regulamento Europeu de ATS exigirá que a Espanha defina os mecanismos e processos necessários para transferir as conclusões clínicas europeias para a prática assistencial. Por isso, eles ressaltaram que a “Análise de Decisão Multicritério” (MCDA, na sigla em inglês) se apresenta como uma ferramenta fundamental para apoiar uma tomada de decisão mais estruturada, participativa e adaptada às necessidades do sistema de saúde.

“Modelos como o proposto facilitam o estabelecimento dos fluxos, o posicionamento e a análise dos grupos de pacientes para as indicações”, afirmou Martínez López, acrescentando que o valor agregado que ele pode oferecer “é que se trata de um modelo ágil e multidisciplinar, no qual estão incorporados os pacientes e os diferentes profissionais clínicos que participam da indicação desse medicamento”. Isso “pode resolver problemas que os modelos tradicionais de avaliação não resolvem, como o acompanhamento dos pacientes, a realização dos exames necessários, a redução dos prazos para aprovação e, acima de tudo, para os acompanhamentos”, explicou.

Além disso, este encontro também teve como foco a esclerose múltipla, sobre a qual o médico do Serviço de Farmácia do Hospital Universitário Vall d’Hebron de Barcelona, o Dr. Ángel Arévalo Bernabé, afirmou que “um dos principais desafios” consiste em “transferir as recomendações das diretrizes clínicas para a prática real da assistência diária na Farmácia Hospitalar”.

“Não basta conhecer a teoria; devemos estabelecer protocolos e sistematizar o acompanhamento de forma a garantir um atendimento individualizado e de qualidade para cada paciente”, continuou ele, afirmando em seguida que, para isso, “a acreditação das Unidades de Esclerose Múltipla é indispensável para garantir, com rigor, segurança e de forma coordenada com os Serviços de Neurologia, que o paciente receba o atendimento adequado no momento certo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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