Publicado 04/04/2025 12:55

Especialista enfatiza que o exercício deve ser o principal tratamento não farmacológico para pacientes reumáticos

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GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / CREVIS2 - Arquivo

MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -

A reumatologista Raquel Almodóvar, do Hospital Universitário Fundación Alcorcón, enfatizou que o exercício deve ser o "principal" tratamento não farmacológico para pessoas com doenças reumáticas, pois seus efeitos anti-inflamatórios ajudam a melhorar sintomas como rigidez, inflamação ou dor, que são comuns nessas patologias.

"Além de reduzir a dor e a fadiga, também ajuda a melhorar a capacidade funcional e a flexibilidade, aumentando, em última análise, a qualidade de vida dessas pessoas", disse Almodóvar por ocasião do Dia Mundial da Atividade Física, que está sendo comemorado neste domingo.

Apesar de seus benefícios, ele destacou que as estimativas sugerem que apenas 35% dos adultos com doenças reumáticas, que representam mais de 11 milhões na Espanha, atingem os níveis mínimos de atividade física recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que apenas entre 22% e 50% dos pacientes continuam a se exercitar seis meses após a prescrição de um especialista.

O especialista acrescentou que é importante que a atividade física seja adaptada ao estado da doença, para a qual deve ser prescrita e monitorada por profissionais, mas também deve ser orientada pelos gostos e habilidades do paciente, pois isso o ajudará a manter o hábito.

Da mesma forma, Almodóvar nos lembrou que o exercício físico regular tem um impacto positivo em toda a população e ajuda a prevenir algumas doenças reumáticas, como a osteoporose. Ele recomendou que as pessoas em boa forma física fizessem exercícios aeróbicos de alto impacto, como corrida ou qualquer esporte que envolva saltos, bem como exercícios de fortalecimento de alta intensidade para a coluna dorsal e lombar, quadris e punhos, que são as áreas de maior risco de fratura devido à osteoporose.

"Esses tipos de exercícios já começam a ter um efeito preventivo se forem realizados durante a infância e a adolescência", disse ele.

E SE VOCÊ NÃO SOUBER O QUE FAZER, CAMINHE!

A Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), como parte do projeto 'Reumafit', lançou uma campanha digital por meio das redes sociais para promover a prática de atividade física na população. De acordo com a SER, algo tão simples como caminhar pode contribuir significativamente para melhorar a saúde.

Portanto, a iniciativa consiste em fazer o upload de uma foto de caminhada ou uma foto do aplicativo móvel dos passos dados, e compartilhar essa imagem com um modelo que foi projetado para o Instagram por @inforeuma.

"Um pequeno gesto como caminhar pode fazer a diferença para a saúde das pessoas com doenças reumáticas, pois melhora a dor, a fadiga e a rigidez. Também ajuda a aliviar a carga sobre as articulações afetadas, fortalece os músculos e melhora o humor", explicou o Dr. Almodóvar, que é o coordenador do 'Reumafit'.

Em termos de intensidade, qualquer nível é benéfico, seja leve, moderado ou intenso. O número ideal de passos é cerca de 10.000 passos por dia para pessoas com menos de 60 anos e cerca de 8.000 passos por dia para pessoas com mais de 60 anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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