Publicado 20/10/2025 09:19

Especialista em trato digestivo diz que a síndrome do intestino irritável é "incômoda e irritante, mas não é grave".

Archivo - Arquivo - Homem com dores no estômago e no intestino.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / THARAKORN - Arquivo

MADRID 20 out. (EUROPA PRESS) -

O chefe da seção de Motilidade Digestiva da área de Doenças Digestivas do Hospital Vall d'Hebron (Barcelona) e colaborador da Fundação Espanhola do Aparelho Digestivo (FEAD), Jordi Serra, especificou que a síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio "irritante e incômodo, mas não grave".

Serra ressaltou que o primeiro passo após o diagnóstico é explicar ao paciente em que consiste a SII, sem dar nenhum sinal de alarme. "É importante que eles saibam que ela não aumenta o risco de câncer ou outras doenças graves e que o diagnóstico é confiável", disse ele.

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta aproximadamente 8% da população da Espanha e é uma das causas mais comuns de consultas em serviços digestivos. Não existe um exame específico para diagnosticá-la, ao contrário de outras patologias digestivas, e os resultados de análises, endoscopias ou exames de imagem são normais, o que causa ansiedade entre os pacientes.

No entanto, Serra ressaltou que os especialistas podem reconhecer a patologia com bastante precisão por seus sintomas característicos. Esses incluem dor, diarreia ou constipação, distensão abdominal e inchaço, bem como condições gerais associadas, como dores de cabeça, alterações na menstruação ou fadiga crônica, além de taxas mais altas de ansiedade, estresse ou depressão.

Embora alguns pacientes apresentem formas leves, com pouco impacto em suas vidas diárias, o presidente da Associação Espanhola de Neurogastroenterologia e Motilidade (ASENEM) explicou que cerca de 25% das pessoas afetadas podem sofrer consequências comparáveis às de doenças digestivas graves, como a doença inflamatória intestinal.

TRATAMENTO PERSONALIZADO

No contexto do Dia Nacional da SII, que está sendo comemorado nesta terça-feira, o médico explicou que esse distúrbio ocorre em surtos. "Há momentos em que você terá mais sintomas e se sentirá pior, e outros em que esses sintomas diminuirão por conta própria", destacou, razão pela qual ressaltou a importância do tratamento personalizado.

Para a distensão abdominal, que pode ser diferenciada entre inchaço ou plenitude, que é a sensação do paciente, e distensão abdominal visível, ele indicou o uso de tratamentos de "biofeedback". "Eles consistem em ensinar ao paciente uma série de exercícios especificamente projetados para que ele aprenda a relaxar o diafragma em vez de contraí-lo e, dessa forma, melhorar a distensão abdominal", explicou.

Quanto ao tratamento dos sintomas em geral, dada a relação estreita e bidirecional da SII com o estresse e fatores emocionais, ele recomendou técnicas como a terapia cognitivo-comportamental, bem como outras técnicas de relaxamento, a prática da atenção plena ou ioga.

Serra acrescentou que há também um componente nutricional, para o qual as dietas com baixo teor de oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis (FODMAP) podem ser úteis. Nesse ponto, ele recomendou aos pacientes que não eliminassem alimentos de sua dieta sem a supervisão de um nutricionista. "Muitos desses pacientes apresentam sintomas quando comem, o que os leva a pensar que há alimentos que são ruins para eles", disse ele.

Por fim, ele fez alusão ao tratamento farmacológico com antiespasmódicos, que ajudam a aliviar a dor, ou medicamentos para controlar a diarreia ou a constipação, bem como os neuromoduladores, um grupo de medicamentos que também são usados como antidepressivos, mas que no caso da SII são administrados em doses muito menores para reduzir a hipersensibilidade e normalizar as respostas anormais do intestino.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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