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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
O neurologista do Hospital Universitário Los Madroños de Brunete, em Madrid, Dr. Iván Iniesta, destacou que, “em um em cada três pacientes” com Parkinson, “o tremor não está presente”; diante disso, o centro lembrou outros sintomas sutis que podem antecipar o diagnóstico dessa doença.
“A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico de origem desconhecida que afeta cerca de 135.000 pessoas na Espanha”, afirmou, após o que destacou que “sua principal característica é a bradicinesia, ou lentidão nos movimentos, associada à rigidez e ao tremor de repouso”. “Normalmente, começa afetando um lado do corpo, provocando lentidão, falta de coordenação e rigidez”, explicou.
No entanto, por ocasião da comemoração, neste sábado, 11 de abril, do Dia Mundial do Parkinson, o Hospital Universitário Los Madroños explicou outros sintomas, como a perda do olfato, que é um dos sinais mais precoces, embora também possa ocorrer associada a outras doenças. Além disso, destacou os distúrbios do sono
“Provoca agitação noturna com sonhos vívidos ou pesadelos; acompanhados de alterações no movimento, sendo frequente falar ou gesticular durante a noite”, assinalou Iniesta. Juntamente com isso, é provável uma sensação de cansaço contínuo, não relacionada ao esforço, e a constipação.
MUDANÇAS NO HUMOR
Além disso, ocorrem mudanças no humor, pois podem surgir apatia, ansiedade e depressão. “É comum que esses sintomas sejam atribuídos a fatores psicológicos ou ao próprio envelhecimento, embora também possam fazer parte do início da doença ou de uma reação adaptativa a ela”, declarou o especialista.
Outros sintomas possíveis são dificuldades cognitivas leves, como problemas de atenção, concentração e maior lentidão no raciocínio; e alterações na voz e na expressão. “O diagnóstico da doença de Parkinson é eminentemente clínico, ou seja, baseado na anamnese e no exame neurológico”, afirmou Iniesta a esse respeito, acrescentando que, “em muitos casos, os primeiros sintomas podem ser sutis, não motores e difíceis de identificar”.
“Ao contrário da doença de Alzheimer, na doença de Parkinson existem tratamentos eficazes que, embora não sejam curativos, podem ajudar a controlar os sintomas e retardar sua progressão, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente”, afirmou, concluindo que, “administrada em comprimidos, a levodopa se transforma em dopamina no cérebro, sendo que a perda de neurônios que contêm esse neurotransmissor é o que provoca essa doença neurodegenerativa”.
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