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MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
O médico especialista em Medicina Preventiva e presidente da Associação Espanhola de Vacinologia (AEV), Jaime Jesús Pérez Martín, destacou a importância da vacinação contra a gripe para prevenir a doença, que, em pessoas de risco, pode acarretar complicações graves.
“Estenda o braço; nenhum outro hábito saudável é tão fácil quanto a vacinação — basta estender o braço. Vacine-se. Ou os dois braços, se precisar de mais vacinas. Mais vacinas, mais saúde”, destacou o especialista diante do próximo início da campanha de imunização contra a gripe.
Pérez Martín explicou que a gripe, “na maioria das vezes”, dura uma semana, embora, às vezes, algum sintoma possa se prolongar por duas semanas ou até mais. No entanto, ele precisou que, em pessoas com algum fator de risco devido à idade, doença ou gravidez, aumentam as chances de complicações e, às vezes, de hospitalização ou morte.
Nesse sentido, ele detalhou que a gripe causa todos os anos milhares de hospitalizações na Espanha, mais do que a meningite. “Mas o fato de todos nós já termos tido gripe alguma vez nos faz relativizar sua importância”, observou ele, diante do que insistiu em conscientizar sobre os benefícios da vacina.
PROTEÇÃO CONTRA INFARTO E ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Embora não existam estimativas semelhantes na Espanha, no Reino Unido, a vacina contra a gripe evitou 100.000 internações durante a temporada de 2024-2025, “um dado realmente impressionante”, segundo ele. Além disso, ele comentou que a vacina protege contra complicações como a pneumonia, reduz em até 45% o risco de infarto do miocárdio e protege contra um acidente vascular cerebral em pessoas que apresentam doenças pré-existentes.
“A vacina, em geral, oferece maior proteção contra eventos de maior gravidade, como hospitalização ou morte. No entanto, a proteção pode chegar a 50%, não é total, mas sempre ajudará a superar melhor as dificuldades”, esclareceu.
Paralelamente, ele mencionou que a vacinação não protege apenas a pessoa que a recebe, mas também seu entorno. “Por exemplo, no caso de bebês com menos de seis meses, que estão entre os que apresentam maior risco de hospitalização e não podem ser vacinados, a única maneira de protegê-los é que a mãe seja vacinada durante a gravidez”, explicou.
“A vacina não vai impedir todos os casos de gripe, mas sempre será uma aliada na luta contra a doença: às vezes, ela evitará o surgimento da doença e, em outras ocasiões, mesmo que a doença se manifeste, ela será menos grave e o organismo estará mais bem preparado para enfrentá-la”, concluiu.
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