Publicado 09/09/2026 14:05

Especialista destaca que a falta de ar durante a prática de esportes pode indicar um problema no nariz, e não na condição física

Archivo - Arquivo - Uma garota descansa depois de correr
IHAR ULASHCHYK - Arquivo

MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -

O cirurgião plástico especializado em cirurgia facial e rinoplastia, Dr. Marco Romeo, alertou que a falta de ar ao praticar esportes pode indicar um problema na estrutura do nariz e não na condição física, pois “a insuficiência valvar nasal pode fazer com que o nariz se feche ao inspirar com força”.

Trata-se de “um problema pouco conhecido que ocorre quando a parte mais estreita do nariz colapsa ao inspirar com força, dificultando a entrada de ar”, esclareceu ele, para acrescentar que “respirar mal pelo nariz não é um incômodo, é um problema de saúde”, o qual “quase nunca tem a ver com a condição física, nem com o cansaço”. “Tem uma causa anatômica específica, identificável e, na maioria dos casos, corrigível cirurgicamente”, insistiu.

Nesse sentido, explicou que a válvula nasal está localizada no terço médio do nariz e constitui a região mais estreita das vias respiratórias superiores. “O problema surge quando as cartilagens que a sustentam são fracas, estão deslocadas, envelheceram ou se enfraqueceram em consequência de uma cirurgia anterior”, explicou, ao mesmo tempo em que afirmou que “ao inspirar com força, a estrutura pode colapsar para dentro e dificultar a entrada de ar”.

Romeo, que apresentou outros sintomas, como acordar com a boca seca, perceber que por um dos lados do nariz quase não entra ar e recorrer habitualmente a fitas nasais para dormir ou treinar, afirmou que é motivo para consulta observar que um ou ambos os lados do nariz afundam visivelmente para dentro ao realizar uma inspiração profunda.

DIAGNÓSTICO FUNCIONAL

“Uma das dificuldades desse problema é que seu diagnóstico é funcional”, e isso porque “não basta apenas observar o nariz, mas é preciso verificar como ele se comporta durante a respiração e avaliar sua estrutura cartilaginosa”, continuou ele, em seguida, explicou que “isso pode coexistir com outras alterações, como um desvio do septo, por isso é necessário estudar cada componente”.

Quanto à intervenção cirúrgica, ele observou que “para corrigir uma insuficiência valvar, pode ser necessário reforçar novamente a estrutura por meio de enxertos de cartilagem do próprio paciente”. “Dependendo do caso, essa cartilagem pode ser retirada do septo ou, quando não houver material suficiente disponível, da orelha ou da costela”, destacou.

Por fim, ele alertou para que “não se normalizem ao longo dos anos sintomas como respirar habitualmente pela boca ao praticar exercícios, sentir que o nariz se fecha ao inspirar ou assumir que essa dificuldade respiratória faz parte simplesmente da nossa anatomia e não tem solução”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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