HOSPITAL RUBER INTERNACIONAL DE MADRID
MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
O Dr. Javier Die Trill, cirurgião geral e especialista em coloproctologia do Hospital Ruber Internacional de Madri, enfatizou que novas técnicas menos invasivas transformaram a cirurgia de hemorróidas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
"As possibilidades terapêuticas são muitas e devem ser adaptadas ao tamanho, ao grau e aos sintomas produzidos pelas hemorróidas. Hoje, o tratamento cirúrgico não precisa ser doloroso na maioria dos casos", explicou o médico.
As hemorróidas são uma das patologias proctológicas mais comuns. Estima-se que até metade da população adulta sofrerá com elas em algum momento de suas vidas. Embora muitas vezes causem constrangimento quando se trata de consultar um médico, trata-se de um problema médico com várias opções de tratamento, desde medidas conservadoras até técnicas cirúrgicas avançadas.
Especificamente, as hemorroidas são coxins vasculares normais no canal anal, cuja função é contribuir para a vedação e a continência. O problema surge quando elas ficam inflamadas ou prolapsadas. Existem hemorroidas internas, que nos estágios iniciais não são visíveis e se manifestam principalmente com sangramento, e hemorroidas externas, que são cobertas pela pele e têm maior probabilidade de causar dor aguda quando se tornam trombosadas.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento vermelho vivo ao evacuar; dor ou ardência anal; sensação de caroço ou prolapso; e secreção mucosa ou dificuldade de higiene. "O sangramento persistente, a dor anal que não melhora ou um prolapso que não diminui espontaneamente são sinais claros de que é necessário consultar um cirurgião", enfatiza Die Trill.
OPÇÕES DE TRATAMENTO
De acordo com o especialista, a abordagem nem sempre envolve cirurgia, pois em muitos casos o tratamento conservador é suficiente para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Isso inclui: uma dieta rica em fibras e muita água para evitar a constipação; hábitos higiênicos e sanitários que reduzem o esforço; e o uso de pomadas locais e medicamentos venotônicos que fortalecem as paredes venosas.
Quando essas medidas não são eficazes, há várias técnicas cirúrgicas. A primeira delas é a ligadura de banda elástica ou esclerose etoxisclerótica: são realizadas em nível ambulatorial, de forma rápida e com mínimo desconforto. São indicadas para hemorroidas internas de grau I-II.
Outra técnica é a hemorroidectomia clássica (Milligan-Morgan ou Ferguson, também com laser): indicada para hemorroidas de grau III-IV, oferece resultados duradouros, embora com uma recuperação mais longa. Por fim, a hemorroidectomia com grampeador (PPH): atualmente menos usada, com menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida em casos selecionados.
"O objetivo é oferecer aos pacientes o tratamento mais eficaz com a menor agressão possível, sempre se adaptando aos seus sintomas clínicos e preocupações", explica o especialista.
APÓS A CIRURGIA
O médico ressalta que o pós-operatório requer uma dieta rica em fibras, boa hidratação e evitar esforço durante a defecação. Ele também ressalta que é normal ter dor leve ou sangramento nos primeiros dias, "mas o especialista deve ser consultado se aparecer febre, dor persistente ou sangramento intenso", acrescenta.
"Graças à nossa experiência acumulada e ao trabalho em equipe, conseguimos deixar de associar a cirurgia de hemorroidas a um processo doloroso e traumático. Hoje podemos falar de resultados extraordinários que melhoram a qualidade de vida de nossos pacientes. O diagnóstico precoce permite um tratamento mais simples, menos agressivo e com melhores resultados", concluiu Die Trill.
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