MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -
A diretora médica da Sanitas Mayores, a Dra. Miriam Piqueras, afirmou que a proteção solar em idosos deve ser fácil de aplicar e adaptada a possíveis tratamentos fotossensibilizantes, pois “é importante simplificar a rotina sem perder a eficácia”.
“Uma textura fácil de espalhar, uma embalagem prática e orientações claras ajudam muito mais do que uma recomendação complexa”, destacou ela, ao mesmo tempo em que indicou que “a proteção solar deve fazer parte da rotina diária”. Portanto, ela não deve ser reservada apenas “para a praia ou a piscina”, destacou.
Além disso, de maneira geral, e como durante o verão a pele fica mais exposta à radiação solar, é importante que a escolha do protetor solar — que é uma ferramenta básica de prevenção — não se limite ao fator de proteção indicado na embalagem. Para que seja eficaz, é importante levar em conta o tipo de pele, a idade, a presença de manchas ou acne e o uso de determinados medicamentos, já que todos esses fatores alteram a tolerância ao sol e a resposta cutânea.
“A escolha de um protetor solar não deve se resumir a selecionar o fator de proteção solar (FPS) mais alto”, destacou, nesse sentido, a chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Sanitas La Moraleja, em Madri, a Dra. Cristina Villegas, que afirmou que “esse fator é importante, mas também é fundamental que o produto seja bem tolerado, seja aplicado corretamente e reaplicado quando necessário”.
Assim, ela explicou que “um protetor solar que causa desconforto acaba sendo usado em menor quantidade ou com menos frequência, e isso reduz a proteção real”. Essa proteção é necessária contra a radiação ultravioleta, que danifica a pele mesmo quando não há queimadura visível.
Especificamente, os raios UVB estão associados principalmente à vermelhidão e à queimadura solar, enquanto os raios UVA penetram mais profundamente e contribuem para o envelhecimento cutâneo, manchas e danos acumulativos. Por esses motivos, é recomendável escolher protetores que indiquem cobertura contra ambos os tipos de radiação e adaptar o produto ao contexto de exposição.
RECOMENDAÇÕES
No entanto, essas especialistas recomendam escolher um protetor de amplo espectro, contra a radiação UVA e UVB; e escolher a textura de acordo com o tipo de pele, já que peles oleosas ou com tendência acneica geralmente toleram melhor fórmulas fluidas, géis ou acabamentos não comedogênicos, enquanto que para peles secas ou maduras são mais adequados cremes ou emulsões com maior capacidade hidratante.
Além disso, é necessário avaliar fórmulas específicas se a pele for sensível; levar em conta manchas e a luz visível, pois, em peles com melasma ou hiperpigmentação, os protetores com cor oferecem uma barreira adicional contra parte da luz visível; e verificar se o usuário está tomando medicamentos ou fazendo tratamentos dermatológicos.
“O protetor solar não compensa uma exposição excessiva nem substitui outras medidas de proteção”, afirmou, por outro lado, Villegas, que acrescentou que “reduzir o tempo de exposição ao sol nos horários de maior radiação, usar roupas que cubram a pele e procurar sombra quando a exposição se prolonga ajuda a diminuir os danos acumulados”. “Também é recomendável examinar a pele após o verão, pois uma queimadura intensa, uma mancha que muda de aparência ou uma lesão que não desaparece podem ser sinais para consultar um especialista”, concluiu.
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