MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
A psicóloga infantil do Olympia Centro Médico Pozuelo e do Hospital Universitário Quirónsalud Madrid, Paloma Méndez, alertou sobre o uso excessivo de telas por parte das crianças, tendo destacado que a redução do tempo de uso deve ser “progressiva” para que seja “aceitável” e “não gere ansiedade e resistência”.
“As telas oferecem uma estimulação luminosa, acústica, sonora e mutável que faz com que as crianças fiquem entediadas em contextos mais neutros ou menos intensos, como brincar com outra criança, ouvir o professor ou ler um conto”, destacou ela, em um contexto em que é cada vez mais frequente que crianças em idades precoces procurem consultas de psicologia infantil devido a esse abuso.
Na opinião de Méndez, essa conjuntura afeta negativamente tanto a motivação da criança para a aprendizagem quanto suas relações com os colegas, que podem parecer-lhe “menos estimulantes”. Diversas pesquisas identificaram uma associação entre a exposição precoce às novas tecnologias e o déficit de atenção e a disfunção executiva.
“Existem sinais de alerta, como maior irritabilidade, que se manifesta sobretudo quando se trata de limitar o uso de telas; perda de interesse em realizar atividades que não estejam relacionadas a estar conectado; isolamento social; baixa tolerância à frustração e dificuldades de gestão emocional”, explicou.
Nesse ponto, ele abordou o “scroll” contínuo que as redes sociais utilizam para aumentar o tempo de uso em suas plataformas. Isso “afeta o sistema de recompensa do cérebro, misturando estímulos que podem nos parecer neutros com temas de que gostamos para favorecer a liberação gradual de dopamina”, indicou, após o que ressaltou que “gera uma hiperestimulação em curtos períodos, favorecendo a baixa concentração em situações menos estimulantes”. AUTO-OBSERVAÇÃO DO ADULTO
Diante de tudo isso, Méndez defende a “autoobservação do adulto”, que “implica que as limitações de uso da tecnologia devem incluir todos os membros da família”. Para isso, ele defende “estabelecer um horário em que se deve deixar de lado celulares e tablets”, o que “ajudará a não dividir a atenção e a diminuir o estresse”.
Também é necessário “silenciar os telefones durante a realização de atividades compartilhadas”, como almoçar, jantar e assistir a um filme; e “criar alternativas de lazer em família e com os colegas desde cedo”. “É importante que o celular não esteja no quarto na hora de dormir”, acrescentou.
Por fim, essa psicóloga infantil enfatizou que é importante avaliar cada caso individualmente e orientar os pais. “É preciso avaliar o contexto anterior ao surgimento do problema, como o ambiente social, as atividades extracurriculares e os hobbies, para substituir o tempo de uso de telas por outras atividades potencialmente gratificantes”, concluiu.
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