Publicado 27/03/2026 08:41

Especialista defende a "prescrição sustentável" de medicamentos inalatórios para reduzir o impacto ambiental dos inaladores

Archivo - Arquivo - Inalador, asma
AMERICAN HEART ASSOCIATION - Arquivo

MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -

A Dra. Yolanda Martín, membro do Grupo de Trabalho de Respiratória da Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG), manifestou seu compromisso com uma “prescrição sustentável” na terapia inalatória, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental dos inaladores.

Esse conceito “está sendo progressivamente integrado à prática clínica e combina três pilares fundamentais: eficácia clínica, segurança do paciente e responsabilidade ambiental”, destacou ela, por ocasião da realização, no Colégio Oficial de Médicos de Madri (ICOMEM), da “XIII Jornada Dual Pneumológica” dessa sociedade científica.

Segundo Martín, a terapia inalatória “é amplamente utilizada em doenças respiratórias crônicas, como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), e constitui uma das áreas com maior potencial de melhoria no aspecto ambiental”.

De fato, “na Espanha, os inaladores de cartucho pressurizado representaram 46% do total dos prescritos em 2023, o que se traduz em cerca de 14 milhões de unidades e uma emissão estimada de 400.000 toneladas de CO2 por ano”, continuou ele, ao que acrescentou que isso equivale “ao consumo de energia elétrica de cerca de 85.000 residências”.

Nesse contexto, ele afirmou que “o sistema de saúde tem uma responsabilidade ativa na redução de sua pegada ambiental, conforme consta nas recomendações do Ministério da Saúde publicadas em 2025 sobre a prescrição sustentável de inaladores, nas quais se defende o avanço na descarbonização do Sistema Nacional de Saúde (SNS), garantindo sempre a segurança do paciente”.

ESCOLHA DO DISPOSITIVO MAIS ADEQUADO

“Fazer uma prescrição responsável com base na confirmação do diagnóstico, no controle adequado do paciente, na escolha do dispositivo mais apropriado e na técnica correta de inalação” é o que propôs Martín, que acrescentou que os inaladores “podem ser classificados em cartucho pressurizado, pó seco e névoa fina, sendo que estes dois últimos apresentam uma menor pegada de carbono”.

Por isso, essa especialista recomendou priorizar o uso de ambos “sempre que possível, sem comprometer a eficácia clínica nem a segurança do paciente, e tomando decisões de forma individualizada e consensual”.

Além disso, durante este encontro, destacou-se a necessidade de incentivar a reciclagem dos inaladores através do ponto SIGRE nas farmácias, promover o uso de dispositivos recarregáveis e simplificar os tratamentos por meio de combinações terapêuticas. A incorporação de novos propulsores mais sustentáveis, como o HFO-1234ze(E), que permitem reduzir consideravelmente o potencial de aquecimento global em relação aos atuais, também foi destacada por Martín.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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