Publicado 23/03/2026 10:41

Especialista defende que as doenças imunomediadas na infância sejam tratadas com "apoio psicológico, familiar e educacional"

Especialista defende que as doenças imunomediadas na infância sejam tratadas com "apoio psicológico, familiar e educacional"
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MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -

A especialista em reumatologia pediátrica do Hospital Universitário Ramón y Cajal de Madri, a doutora Alina Boteanu, destacou que as doenças imunomediadas na infância “podem condicionar a vida cotidiana de crianças e adolescentes”, por isso “é fundamental a necessidade de uma abordagem integral que inclua apoio psicológico, familiar e educacional”.

“A dor, a fadiga e a rigidez dificultam as atividades escolares, esportivas e sociais, e podem causar um impacto emocional significativo”, indicou ela durante a realização, neste centro de saúde, de uma jornada informativa sobre o tema dirigida a pacientes e famílias. Nela, foi exposto que essas patologias podem surgir durante a infância e a adolescência, com um impacto significativo na saúde e no desenvolvimento.

Na opinião de Boteanu, a artrite idiopática juvenil (AIJ), o lúpus eritematoso sistêmico pediátrico, a dermatomiosite juvenil e as síndromes autoinflamatórias “compartilham uma alteração do sistema imunológico que provoca inflamação persistente e pode afetar diferentes órgãos”. “O diagnóstico precoce e o acompanhamento por especialistas em reumatologia pediátrica são fundamentais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou.

“Na Fundação Espanhola de Reumatologia (FER), trabalhamos diariamente para melhorar o diagnóstico precoce, o acesso aos tratamentos e a qualidade da assistência aos pacientes mais jovens”, indicou a porta-voz da instituição neste evento, Paz Collado, que acrescentou que “a saúde não se constrói apenas no ambiente clínico”, razão pela qual impulsionaram este encontro e outras ações, como '#NãoÉSóCoisaDeAdultos', 'ReumaFit Junior' e 'ReumaChef', que promovem hábitos de vida saudáveis.

Como "a sensibilização social e a informação rigorosa são ferramentas fundamentais para favorecer o reconhecimento precoce dos sintomas e garantir uma assistência adequada", conforme ela afirmou, foi realizado este encontro, que contou com o apoio da Sociedade Espanhola de Reumatologia da Comunidade de Madrid (SORCOM), da Coordenadora Nacional de Artrite (Conartritis), STOP Autoinflamatórias & FMF, e as associações Madrileña de Lupus (AMELyA) e Nacional de Dermatomiosite Juvenil (ANADEJU).

TERAPIAS BIOLÓGICAS E DIRECIONADAS

Boteanu, que abordou os avanços relevantes nos tratamentos graças às terapias biológicas e direcionadas que atuam sobre mecanismos específicos do sistema imunológico, e que destacou a importância dos biomarcadores e de uma melhor compreensão genética e imunológica de cada paciente, referiu-se a patologias específicas.

“Na infância, costuma se apresentar de forma mais agressiva, o que torna especialmente importante a detecção precoce e o acompanhamento rigoroso”, afirmou em relação ao lúpus eritematoso sistêmico pediátrico, enquanto sobre a AIJ declarou que ela pode estar associada a complicações oculares, como a uveíte, que requer exames oftalmológicos periódicos.

A dermatomiosite juvenil afeta principalmente os músculos e a pele, causando fraqueza muscular progressiva e lesões cutâneas, enquanto as síndromes autoinflamatórias, de origem genética, se manifestam com episódios recorrentes de febre e inflamação que podem envolver diferentes órgãos.

“As associações de pacientes desempenham um papel essencial na sensibilização social, no apoio emocional e na defesa de um acesso equitativo a diagnósticos precoces e tratamentos inovadores”, destacou, por sua vez, a presidente da ANADEJU, Raquel Valiente, em seguida, sua homóloga na Associação Espanhola de Doenças Autoinflamatórias e Febre Mediterrânea Familiar, Cuca Paulo, afirmou que, “nas doenças autoinflamatórias, o diagnóstico é apenas o início de um processo complexo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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