Publicado 15/04/2026 08:52

Especialista considera necessário incluir a avaliação da saúde bucal no acompanhamento de rotina de pessoas com diabetes

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MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -

A doutora Virginia Bellido, do Departamento de Endocrinologia e Nutrição do Hospital Universitário Virgen del Rocío (Sevilha), considera necessário “incorporar a avaliação da saúde bucal no acompanhamento de rotina das pessoas com diabetes”, uma vez que, embora a relação entre diabetes e doença periodontal seja amplamente conhecida, “isso nem sempre se traduz em ações concretas, como perguntar ativamente sobre a saúde bucal ou coordenar-se com a Odontologia”.

No mesmo sentido, o Dr. Eduardo Montero, periodontista e coordenador da Comunidade Aliança pela Saúde Bucal e Geral da Sociedade Espanhola de Periodontia (SEPA), afirma que “a ligação entre periodontite e diabetes é bidirecional e clinicamente relevante: cada uma pode agravar a outra, aumentando o risco de complicações sistêmicas e bucais se não forem detectadas e tratadas a tempo”.

Por esse motivo, não basta recomendar consultas odontológicas genéricas; “é importante insistir na avaliação periodontal periódica, na importância do sangramento gengival como sinal de alerta e na necessidade de manter uma higiene bucal rigorosa”, ressalta.

Além disso, ele destaca que se deve reforçar a cessação do tabagismo e o controle de outros fatores de risco comuns. Em sua opinião, “integrar esses conselhos na educação diabetológica pode melhorar não apenas a saúde bucal, mas potencialmente o controle global da doença”.

Quanto à relação entre diabetes e saúde bucal, a Dra. Marion Arce, da Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madri, lembra que “é um círculo vicioso que, se tratado corretamente, pode se transformar em um círculo virtuoso para manter a saúde de nossos pacientes”.

Para abordar esse tema, o grupo de trabalho sobre Diabetes e Doenças Periodontais, composto por especialistas da Fundação SEPA e da Sociedade Espanhola de Diabetes (SED), realiza um curso de formação no XXXVII Congresso Nacional da Fundação da Sociedade Espanhola de Diabetes (FSED), que tem início em Sevilha.

Bellido ressalta que “a consulta odontológica pode desempenhar um papel fundamental na detecção precoce de casos não diagnosticados de diabetes ou pré-diabetes, atuando como um ponto adicional de triagem”. Além disso, afirma que “o diabetes não pode mais ser entendido como uma doença isolada, mas como uma condição sistêmica com impacto em múltiplos órgãos, incluindo a cavidade oral. Incorporar a saúde bucal em um congresso sobre diabetes reflete uma visão mais integradora e atual da doença”.

Segundo ele, “tratamos aspectos distintos de uma mesma doença, e trabalhar de forma coordenada pode melhorar os resultados clínicos”. No entanto, ele admite, “essa coordenação ainda não é ideal; embora existam iniciativas e cada vez mais conscientização, ainda falta estruturar circuitos de encaminhamento e colaboração mais sistemáticos”.

MENSAGENS-CHAVE DA CONSULTA ODONTOLÓGICA

Muitas pessoas com diabetes desconhecem que uma saúde periodontal precária pode piorar seu controle glicêmico, e também muitos profissionais ainda não incorporam essa relação de forma sistemática em sua prática. “Precisamos que tanto os pacientes quanto os profissionais entendam que a saúde bucal e a saúde metabólica estão interligadas”, resume a Dra. Ana María Cebrián, médica de família no Centro de Saúde Casco Antiguo de Cartagena.

A especialista considera que a educação deve ser direcionada em dois sentidos: por um lado, para a população em geral e para as pessoas com diabetes, reforçando o autocuidado e a importância das consultas odontológicas; e, por outro, para os profissionais de saúde, promovendo uma visão interdisciplinar e uma linguagem comum.

Cebrián reconhece que “por muito tempo a boca ficou um pouco à margem da atenção clínica, quando na verdade existe uma relação muito estreita e bidirecional entre a diabetes e a doença periodontal”.

Para a vice-secretária da SED, “incluir esse tema em um congresso nacional de diabetes ajuda a mostrar que a saúde bucal não é um aspecto secundário, mas um componente relevante do controle metabólico, da prevenção de complicações e da qualidade de vida das pessoas com diabetes”. Além disso, isso favorece o trabalho conjunto entre profissionais de saúde, “algo cada vez mais necessário na abordagem de doenças crônicas complexas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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