Publicado 22/09/2025 09:48

Especialista alerta sobre o impacto da disfunção cricofaríngea retrógrada, um distúrbio que impede o arroto

Archivo - Arquivo - Médico examinando a garganta do paciente
UGUR KARAKOC/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 22 set. (EUROPA PRESS) -

O otorrinolaringologista Raimundo Gutiérrez Fonseca, do Ruber Internacional Centro Médico Habana, alertou sobre as limitações na qualidade de vida causadas pela disfunção cricofaríngea retrógrada, um distúrbio geralmente desconhecido que impede o arroto.

"É um problema muito específico, mas ao mesmo tempo muito limitante para o paciente. Aqueles que sofrem desse problema sentem que há algo errado com seu corpo, mas muitas vezes não sabem que existe um diagnóstico e, mais importante, um tratamento", disse Gutiérrez.

Os sintomas do distúrbio incluem incapacidade total ou muito limitada de arrotar, pressão no pescoço ou no peito, ruídos borbulhantes na garganta, dor no peito não cardíaca, sensação de inchaço constante, falta de ar, necessidade de suspirar repetidamente e desconforto ao falar ou cantar.

Esse quadro clínico amplo é frequentemente confundido com outros problemas, como distúrbios digestivos, ansiedade ou problemas psicossomáticos, o que, juntamente com a falta de conhecimento sobre a disfunção, faz com que muitas pessoas passem anos sem um diagnóstico claro.

Por esse motivo, o especialista pediu que essa patologia se tornasse mais visível. "Embora possa parecer anedótico, o fato de não conseguir arrotar condiciona a vida das pessoas que sofrem com isso", disse ele, ressaltando que os pacientes frequentemente sofrem de ansiedade, isolamento social e desconforto em reuniões e refeições com amigos.

OPÇÕES TERAPÊUTICAS

Gutiérrez enfatizou que há opções terapêuticas para o tratamento desse distúrbio. Em casos mais leves, podem ser indicadas mudanças na dieta ou manobras posturais. Em casos mais complexos, a otorrinolaringologia tem tratamentos avançados capazes de restaurar a função normal do esfíncter superior do esôfago.

"O diagnóstico é feito na sala de consulta com um exame otorrinolaringológico especializado e, em alguns casos, são realizados estudos para avaliar o funcionamento do esfíncter. A partir daí, elaboramos uma estratégia personalizada para cada paciente, dependendo da gravidade de seus sintomas e de sua anatomia", explicou.

O especialista recomendou que qualquer pessoa com os sintomas mencionados consulte um especialista para identificar o problema a tempo e encontrar uma solução com as opções disponíveis, o que pode evitar anos de desconforto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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