Publicado 04/08/2026 10:59

Especialista alerta que beber menos água para evitar ir ao banheiro durante viagens pode prejudicar o assoalho pélvico

Archivo - Arquivo - A mulher precisa fazer xixi
GRINVALDS/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -

A especialista em reabilitação do assoalho pélvico Soraya Hijazi Vega, membro da Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF), destacou que beber menos água para evitar ir ao banheiro durante viagens pode aumentar a irritação da bexiga e contribuir para a constipação, prejudicando, assim, o assoalho pélvico.

Hijazi explicou que mudanças nos hábitos, viagens, refeições fora de casa e mais atividades de lazer podem afetar a saúde do assoalho pélvico, sobretudo em pessoas com bexiga hiperativa, incontinência urinária, prolapso ou distúrbios de defecação.

Nesse contexto, ela identificou alguns dos erros mais comuns durante o verão e ofereceu recomendações a esse respeito. Em primeiro lugar, ela aconselhou manter uma hidratação adequada e limitar apenas o excesso de líquidos antes de dormir, nos casos em que haja nictúria ou despertares frequentes.

A médica destacou que viajar sem planejar o manejo dos sintomas urinários constitui outro erro, especialmente no caso de pessoas com bexiga hiperativa. Se os sintomas não estiverem bem controlados, ela recomendou consultar um médico e, se necessário, revisar o tratamento.

A esse respeito, ela explicou que existem tratamentos eficazes que permitem controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Se a viagem for de ônibus, ela sugeriu que se verifique a disponibilidade de banheiros ou paradas e destacou que, em alguns casos, o trem pode ser uma alternativa mais confortável.

PASSAR MUITAS HORAS SENTADO

Soraya Hijazi Vega explicou que passar muitas horas sentado também é prejudicial, por isso esclareceu que viagens longas de carro, trem ou avião, juntamente com o repouso prolongado, prejudicam o trânsito intestinal e podem agravar sintomas relacionados ao assoalho pélvico. Por isso, é recomendável levantar-se com certa frequência, caminhar sempre que possível e manter-se ativo.

Negligenciar a alimentação com refeições pesadas, horários irregulares e menor consumo de frutas, verduras e alimentos ricos em fibras — algo comum nas férias — pode favorecer a constipação, que, por sua vez, aumenta a pressão sobre o assoalho pélvico e pode agravar sintomas urinários, prolapsos ou distúrbios defecatórios. Para prevenir isso, recomenda-se o consumo de líquidos e fibras, além de evitar períodos prolongados de inatividade física.

O quinto erro é permanecer por muito tempo com o traje de banho molhado, pois isso pode favorecer infecções urinárias, que também são promovidas por hábitos como adiar a micção repetidamente e a falta de hidratação. Em caso de ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, urgência urinária ou dor suprapúbica, ele recomendou consultar um especialista.

SUOR, UMIDADE E ATRITO

Além disso, ele explicou que o calor, o suor, a umidade e o atrito aumentam o risco de irritações na pele perineal, especialmente em pessoas com incontinência urinária, que usam absorventes ou que apresentam disfunções do assoalho pélvico. Manter uma higiene adequada, usar roupas íntimas respiráveis, evitar roupas apertadas e manter a pele seca são algumas das medidas fundamentais para a prevenção desses problemas.

Nesse ponto, ela destacou que, em pacientes com incontinência, é fundamental trocar os absorventes sempre que necessário e consultar um profissional em caso de irritação persistente, coceira ou lesões cutâneas.

Por fim, ele mencionou a importância dos exercícios para o assoalho pélvico e da atividade física e, nesse sentido, alertou que abandonar esses hábitos durante as férias pode ser prejudicial. Em sua opinião, dedicar alguns minutos por dia ao treinamento do assoalho pélvico e da musculatura abdominal profunda, ou “core”, pode prevenir problemas futuros e melhorar os sintomas existentes.

“A melhor prevenção para muitas disfunções do assoalho pélvico não consiste apenas em fortalecer a musculatura, mas em manter hábitos saudáveis que evitem a sobrecarga contínua dessa região: controlar a constipação, manter um peso adequado, evitar o sedentarismo, cuidar da pele perineal e preservar a saúde urinária”, destacou a médica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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