MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O cardiologista do Hospital Universitário Quironsalud Pozuelo, Dr. Rodrigo Ortega, alertou que as ondas de calor como as que estamos enfrentando nessas semanas “aumentam em 12% o risco cardiovascular”, o que “eleva o risco de infarto e AVC”.
“Quando nos expomos a temperaturas elevadas, o corpo aciona seu sistema de resfriamento, cujo motor é o coração”, destacou ele a esse respeito, ao mesmo tempo em que indicou que, por isso, a frequência cardíaca aumenta. “Em primeiro lugar, os vasos sanguíneos se dilatam com o calor”, explicou ele, acrescentando que “é semelhante a um sistema de tubulações cujo diâmetro aumenta, fazendo com que o sistema perca pressão”.
Nesse sentido, Ortega explicou que “para compensar essa perda, o coração aumenta a frequência cardíaca”, ao que “se soma a perda de líquidos pelo suor, que o coração precisa compensar”. Diante de tudo isso, “é com os idosos que devemos ter mais cuidado”, afirmou ele, pois “os problemas de saúde associados às altas temperaturas afetam principalmente as pessoas com mais de 70 anos”, assim como “as pessoas com doenças pré-existentes”.
“A idade não apenas soma anos, mas também reduz a capacidade de termorregulação”, destacou ele nesse sentido, incluindo os hipertensos entre os grupos vulneráveis. Essas pessoas “devem medir a pressão arterial diariamente, pois um tratamento que consegue controlar perfeitamente o nível de pressão arterial em fevereiro pode não ter o mesmo efeito em agosto e causar hipotensão”, explicou.
Por outro lado, ele alertou que as primeiras ondas de calor são as mais perigosas, pois ainda não ocorreu a aclimatação. “À medida que ficamos expostos por períodos mais prolongados ao calor, realizamos pequenas adaptações que nos permitem amenizar os efeitos indesejados do calor”, ressaltou.
RECOMENDAÇÕES
Diante de tudo isso, ele ofereceu algumas recomendações, como “manter-se informado” sobre a previsão do tempo e evitar esforços físicos e exercícios nas horas mais quentes do dia. “Escolher roupas leves e respiráveis, e não se esquecer da proteção solar” são outras medidas propostas, assim como manter uma hidratação adequada, principalmente em caso de sudorese abundante.
Além disso, esse especialista enfatizou a importância de manter a adesão aos tratamentos farmacológicos e preservar os hábitos saudáveis praticados durante o resto do ano. O aumento do consumo de álcool “não deve se tornar a regra”, ressaltou.
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