CÓRDOBA 24 fev. (EUROPA PRESS) -
As altas temperaturas que esto sendo registradas neste inverno esto favorecendo um início "abrupto e mais intenso" em alguns pacientes alérgicos ao pólen, que já esto comeando a apresentar sintomas que antes apareciam mais tarde, de acordo com o Dr. Ignacio García Núñez, chefe do Servio de Alergologia dos hospitais Quirónsalud Córdoba e Campo de Gibraltar (Córdoba).
Conforme indicado pelo hospital em uma nota, García Núñez explicou que "vários fatores se unem para prever como será a primavera de cada ano para os alérgicos, sendo um deles a temperatura no inverno".
Nesse sentido, ele explicou que o aumento sucessivo da temperatura ano após ano "significa que a cada vez os sintomas comeam mais cedo e mais repentinamente do que nos anos anteriores". A chuva é outro fator a ser levado em conta, pois, ao contrário do que se costuma pensar, "a presena de chuva faz com que os sintomas da alergia se proliferem mais facilmente, pois a vegetao cresce mais".
Após um outono relativamente seco e um inverno úmido com temperaturas amenas em muitos dias, "as plantas comeam a despertar e há níveis significativos de pólen de grama para que os alérgicos tenham sintomas", de acordo com o Dr. García. Além disso, "já existe um pólen predominante em nosso ambiente que está produzindo sintomas respiratórios, que é o pólen de cipreste, que está circulando no ar há cerca de trs semanas".
O especialista destacou que as temperaturas mais altas significam que há níveis mais elevados de pólen no ar. Da mesma forma, embora as chuvas e a umidade limpem o ar tanto da poluio quanto do pólen, o que significa que "o clima instável pode ser considerado um grande aliado para esses pacientes e eles podem ver seus sintomas reduzidos, paradoxalmente, essas chuvas podem influenciar uma maior florao do pólen de oliva e grama em abril e maio".
"Embora possa parecer estranho, as plantas emitem pólen dependendo das chuvas e das condies climáticas, pois se no houver chuva suficiente, elas no se desenvolvem", disse o médico. De qualquer forma, e independentemente da chegada da primavera, "todos os alérgicos devem ter em mos a medicao prescrita e tomá-la, se necessário, ou de acordo com as orientaes dadas pelo alergista ou médico de referncia", enfatizou.
Por outro lado, ele ressaltou que "quem é alérgico ao pólen de oliva e tem uma primavera ruim ainda está a tempo de iniciar o tratamento com imunoterapia específica, o único tratamento curativo para alergia, com taxas de mais de 50% de remisso dos sintomas e cerca de 95% de melhora dos sintomas".
Assim, uma boa preveno, com tratamento médico, imunoterapia e máscaras, é "a melhor ferramenta para ter uma boa primavera sem ter que ir ao pronto-socorro ou sofrer desconforto excessivo em dias de alta polinizao, melhorando a qualidade de vida desses pacientes", insistiu o médico, que lembrou que o pólen da oliveira "pode matar pacientes com alergia grave por meio de ataques de asma, com pacientes que precisam de internao hospitalar todos os anos".
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