Publicado 07/04/2026 06:28

Especialista afirma que a "secreção ocular" e "acordar com os olhos grudados" são sintomas de infecção ocular e não de alergia

Especialista afirma que a "secreção ocular" e "acordar com os olhos grudados" são sintomas de infecção ocular e não de alergia
QUIRÓNSALUD

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O chefe do Serviço de Oftalmologia da Policlínica Gipuzkoa de San Sebastián, o Dr. Héctor Fariña, afirmou que “a secreção ocular e a formação de crostas, acordar com os olhos grudados, são alguns dos sinais-chave que ajudam a diferenciar uma infecção ocular de um processo alérgico”, sendo esses sintomas característicos da primeira.

“Com a chegada da primavera, os casos de coceira e incômodos oculares aumentam significativamente em nossos consultórios oftalmológicos, mas é importante saber diferenciar entre o que é uma alergia ocular e o que é uma infecção”, indicou, ao mesmo tempo em que declarou que “a alergia ocular já é uma das causas mais frequentes de consulta ao oftalmologista, com uma prevalência que chega a 30-40% da população” na Espanha.

Por isso, Fariña esclareceu que “a coceira ocular é o sintoma mais característico das alergias, que geralmente se apresentam de forma simétrica em ambos os olhos, acompanhadas de vermelhidão e inchaço palpebral”. “Entre os fatores desencadeantes mais comuns da alergia ocular estão o pólen, os ácaros, o pó em suspensão, que chamamos de calima, os epitélios de animais e alguns cosméticos ou cremes, cujos componentes podem produzir reações de hipersensibilidade ao contato com a conjuntiva”, indicou.

"Por outro lado, as conjuntivites infecciosas, sejam elas bacterianas ou virais, apresentam secreção abundante, que provoca a formação de crostas, aparecimento assimétrico e, com frequência, o paciente acorda com as pálpebras coladas", insistiu, em seguida, especificou que “a secreção é o sinal-chave que ajuda a diferenciar uma infecção ocular de um processo alérgico”.

Nesse sentido, ele ressaltou que “outros incômodos, como lacrimejamento constante, fotofobia ou inchaço das pálpebras, também podem estar relacionados à secura ocular, um problema cada vez mais frequente devido ao uso intensivo de telas e que afeta até um terço da população quando combinado com alergias”.

TRATAMENTOS

Fariña também se referiu aos tratamentos, indicando que “para a secura ocular, a primeira medida são as lágrimas artificiais”. “Para combater as alergias oculares, é necessário adicionar colírios anti-histamínicos e, em casos mais graves, corticosteroides de baixa potência sob prescrição médica”, afirmou, após o que garantiu que, “no caso de infecções bacterianas oculares, são necessários antibióticos tópicos”.

Em relação à prevenção, recomendou “higiene palpebral adequada, manter os olhos bem hidratados, piscar com frequência ao usar telas e reduzir a exposição a alérgenos ambientais”. “Bons hábitos e atendimento precoce evitam que os pacientes procurem o pronto-socorro com coceira insuportável”, destacou.

“Diante de uma coceira nos olhos que não cessa, é preciso consultar o oftalmologista, pois a alergia ocular compartilha sintomas com algumas infecções”, afirmou, nesse sentido, e é que a detecção precoce e o tratamento adequado evitam complicações e reduzem as consultas de emergência por incômodos oculares em épocas de alta exposição a alérgenos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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