MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
O médico Sergio Eguiza, membro do Instituto Clínico Cirúrgico de Oftalmologia (ICQO), afirmou que “o principal problema” com o eclipse solar total que ocorrerá no dia 12 de agosto é que “ele gera uma falsa sensação de segurança”, por isso, ele lembrou que a radiação solar continuará sendo “igualmente perigosa”.
Como alerta, e com base em fenômenos anteriores, ele lembrou que já ocorreram “casos de pacientes que procuram atendimento dias depois com uma mancha central na visão que não desaparece mais”. Por isso, ele insistiu que observar um eclipse sem proteção adequada pode causar danos graves e irreversíveis aos olhos.
Assim, Eguiza destacou a retinopatia solar, que ocorre quando a radiação danifica os fotorreceptores da retina, causando lesões que podem ser permanentes e que, em muitos casos, só são percebidas dias depois. Para preveni-la, e como única forma segura de observar esse fenômeno, ele defende o uso de óculos homologados com filtros solares certificados (“ISO 12312-2” com marca CE).
A esse respeito, ele informou que essas lentes possuem três camadas de proteção, sendo a primeira um filtro que bloqueia 97% da radiação infravermelha. Já a segunda elimina a mesma porcentagem de radiação ultravioleta, enquanto a terceira reduz 99,99% da luz visível, evitando danos graves aos olhos.
Depois de indicar que esses óculos homologados para eclipses solares podem ser usados sobre os óculos de grau, ele lembrou que “é importante que fiquem bem ajustados ao rosto, principalmente no caso das crianças, que às vezes os tiram sem perceber”. “Por isso, é importante ficar de olho nelas para garantir que as crianças as usem corretamente durante todo o eclipse”, destacou.
NÃO SE DEVEM USAR BINÓCULOS
Quanto aos métodos que não devem ser utilizados, ele ressaltou que é necessário evitar o uso de óculos de sol comuns, bem como de binóculos, telescópios ou câmeras sem filtros solares profissionais. É possível, porém, optar por métodos indiretos, como a projeção com uma câmera estenopeica.
Por fim, e após indicar que devem ser feitas pausas periódicas durante a observação, ele declarou que “se, após o eclipse, houver visão embaçada, aparecimento de manchas, flashes ou distorções, é fundamental procurar imediatamente um especialista para uma avaliação oftalmológica”.
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