HOSPITAL RUBER INTERNACIONAL
MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
“Essa dor que surge com o esforço” ao caminhar “e desaparece em repouso, o que conhecemos como claudicação intermitente ou síndrome da vitrine, é um sinal de alerta claro” de doença arterial periférica (DAP), segundo explicou o chefe do Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital Ruber Internacional de Madri, o Dr. Pablo Gallo González.
“O problema é que muitos pacientes não procuram atendimento médico porque consideram normais sintomas como a dor ao caminhar ou a fadiga nas pernas”, afirmou ele sobre a importância de identificar precocemente a PAD para evitar complicações graves, como úlceras, infecções, gangrena e até mesmo a amputação.
Esta é uma patologia vascular frequente e potencialmente grave que afeta as artérias responsáveis pelo irrigação das extremidades, especialmente as pernas. No entanto, apesar de seu impacto na saúde, continua sendo uma doença subdiagnosticada, em grande parte devido ao desconhecimento de seus sintomas iniciais.
A EAP ocorre quando as artérias se estreitam ou ficam bloqueadas, geralmente como consequência da aterosclerose, um processo no qual se acumulam placas de gordura, colesterol e cálcio nas paredes arteriais. Isso reduz o fluxo sanguíneo e compromete o fornecimento de oxigênio aos tecidos.
A DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA, MARCADOR DE PATOLOGIA SISTÊMICA
Além disso, o Hospital Ruber Internacional indicou que, além de afetar as extremidades, essa patologia está intimamente relacionada ao risco cardiovascular global. “É um marcador de doença sistêmica”, especificou, por sua vez, o radiologista intervencionista especializado em patologia vascular desse centro, o Dr. Santiago Zubicoa.
“Esses pacientes apresentam maior risco de sofrer infarto do miocárdio ou AVC, por isso o diagnóstico precoce é fundamental”, insistiu em relação a essa doença, cujos principais fatores de risco são o tabagismo, a idade, o diabetes, a hipertensão e o colesterol elevado. No entanto, o primeiro deles é o mais determinante e modificável.
Gallo González destacou que, à medida que a EAP progride, surgem sinais como dor nas pernas ao caminhar, sensação de frio, alterações na coloração da pele ou feridas que cicatrizam mal. “Quando a dor surge mesmo em repouso ou aparecem lesões na pele, estamos diante de fases avançadas que requerem atendimento urgente”, alertou.
Quanto ao diagnóstico dessa doença, ele se baseia na história clínica, no exame físico e em exames não invasivos, como o índice tornozelo-braço ou a ecografia Doppler arterial, que permitem avaliar o fluxo sanguíneo e detectar obstruções.
Em seguida, o tratamento concentra-se em atuar sobre os fatores de risco, já que “parar de fumar, controlar o diabetes e a pressão arterial, praticar exercícios e seguir uma dieta equilibrada são pilares fundamentais”, destacou. Além disso, existem tratamentos farmacológicos que ajudam a reduzir o risco de complicações, bem como técnicas minimamente invasivas, como a angioplastia ou a colocação de stents.
“Nos casos mais graves, pode ser necessário recorrer à cirurgia vascular”, destacou Zubicoa, que concluiu afirmando que, previamente, é “importante” que a população “procure atendimento médico aos primeiros sintomas”, já que “um diagnóstico precoce pode fazer a diferença entre uma doença controlada e complicações irreversíveis”.
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