Publicado 03/07/2026 12:20

Especialista afirma que o descanso perde grande parte de seu efeito reparador se a pessoa não se desconectar do trabalho durante as

Archivo - Arquivo - Homem em férias tossindo no aeroporto.
CUNAPLUS_M.FABA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

A psicóloga da Blua, da seguradora Sanitas, Soledad Scarcella, afirmou que, se a pessoa não se desconectar do trabalho habitual durante as férias, “o descanso perde grande parte de seu efeito reparador”.

“O sentimento de culpa não está nas férias, mas na crença de que parar equivale a falhar”, indicou ela, ao mesmo tempo em que explicou que “essa ideia aciona uma espécie de vigilância interna que faz com que, mesmo estando fora do trabalho, a pessoa continue revisando mentalmente o que está pendente ou pensando que deveria estar fazendo algo útil”.

Nesse sentido, a Sanitas destacou que, para algumas pessoas, os dias de folga geram desconforto, sensação de improdutividade ou culpa por não estarem resolvendo tarefas ou aproveitando cada hora — sensação que surge quando o valor pessoal é associado de forma excessiva ao desempenho.

Nesses casos, o relaxamento é interpretado como uma concessão que deve ser justificada e não como uma necessidade básica para se recuperar, padrão frequentemente observado em perfis muito responsáveis, acostumados a exigir muito de si mesmos e com dificuldades para estabelecer limites à disponibilidade profissional.

REDUZIR A EXIGÊNCIA MENTAL

“As férias, por si sós, não proporcionam recuperação”, insistiu Scarcella, acrescentando que “o que permite a recuperação é reduzir a exigência mental habitual”. “Quando a pessoa mantém a mesma pressão interna que durante o resto do ano, o organismo continua funcionando em estado de alerta”, afirmou.

Tudo isso tem consequências sobre o bem-estar psicológico. Assim, observa-se um sono menos reparador, o que pode causar uma sensação de cansaço ao acordar; maior irritabilidade, já que a mente continua funcionando no modo de trabalho; dificuldade para aproveitar, fazendo com que atividades simples possam ser vividas com desconforto; cansaço emocional; e problemas de concentração ao retornar.

“Relaxar não significa ignorar as responsabilidades”, mas sim “permitir que o organismo recupere recursos para poder responder posteriormente com mais estabilidade”, explicou essa especialista, que acrescentou que “quando a autoexigência impede o descanso, mesmo em períodos destinados à recuperação, pode ser útil consultar um profissional para identificar quais crenças ou hábitos estão mantendo esse mal-estar”. Assim, ela destacou que “a teleconsulta permite ter acesso a apoio psicológico também durante as férias”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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