MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, interveio na sessão plenária da 79ª Assembleia Mundial da Saúde, encontro no qual a Espanha promoveu uma aliança entre a Europa e a América para reforçar a Atenção Primária, que é “um vetor de equidade e a base da cobertura universal de saúde e de sistemas de saúde resilientes e equitativos”.
“A Atenção Primária também tem sido descrita como uma função essencial da arquitetura global da saúde”, afirmou nesta segunda-feira em Genebra (Suíça), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), onde presidiu o encontro de alto nível patrocinado e presidido pela Espanha, juntamente com membros da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS Europa).
Assim, por ocasião deste evento, no qual se debateu a resposta a ameaças sanitárias globais como o hantavírus e o Ébola, bem como o impulso final às negociações do futuro Tratado sobre Pandemias, García comemorou “a disposição de ambas as regiões em criar uma aliança que promova e fortaleça a Atenção Primária”.
“A resiliência dos sistemas de saúde não depende apenas da capacidade de resposta a emergências sanitárias, mas começa nos centros de saúde, nos bairros, na capilaridade que nos permite chegar às pessoas que mais precisam”, insistiu ele em relação à importância do primeiro nível de assistência.
Dessa forma, e sob o título “O papel da Atenção Primária à Saúde na proteção da equidade para um ecossistema global de saúde mais sólido: avançar na cooperação entre a Europa, a América Latina e o Caribe”, esta reunião foi realizada com o objetivo de “trocar experiências, identificar desafios comuns e explorar fórmulas de cooperação estruturada em matéria de sistemas de saúde”, informaram do Ministério da Saúde.
SISTEMAS DE SAÚDE MAIS SUSTENTÁVEIS E INCLUSIVOS
Além disso, foi destacado que isso ocorreu “em um contexto internacional marcado pelo aumento das desigualdades, pela pressão sobre os sistemas de saúde e pela necessidade de adaptar a saúde global aos novos desafios”. Por isso, a Atenção Primária “surge como uma ferramenta fundamental para garantir a proteção das populações mais vulneráveis, fortalecer a confiança nas instituições públicas e avançar rumo a sistemas de saúde mais sustentáveis e inclusivos”, explicaram.
“Com encontros como este, a Espanha dá um novo impulso ao seu papel histórico como ponte entre os continentes americano e europeu, e isso nos coloca em uma posição privilegiada para exercer liderança na nova concepção da arquitetura da saúde global", prosseguiu García diante de um diálogo que abordou, segundo o Ministério da Saúde, "novas vias de financiamento e cooperação internacional para impulsionar reformas estruturais nos sistemas de saúde, bem como a possível criação de um mecanismo inter-regional permanente de intercâmbio de conhecimento e aprendizagem conjunta entre a Europa, a América Latina e o Caribe".
Nesse sentido, a ministra confirmou na rede social 'X' que "a saúde global não conhece fronteiras", razão pela qual "a Espanha estende pontes entre a América e a Europa para tecer alianças e construir uma resposta comum diante das emergências que possam surgir". A esse respeito, destacou o Plano de Ação de Atenção Primária, “com financiamento específico para melhorar recursos, estabilidade e condições”.
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