Publicado 19/05/2025 13:52

A Espanha é o país onde a obesidade diminuiu mais em três décadas, com uma redução de 4,6% entre as mulheres.

Archivo - Arquivo - Obesidade, sobrepeso
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / HER HAKKI HASAN EROGLU'

MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -

A Espanha é o país que obteve a maior redução nos casos de obesidade entre 1990 e 2022, com uma diminuição de 4,6% entre as mulheres, de acordo com o World Heart Report 2025, produzido pela Federação Mundial do Coração para analisar a evolução da obesidade e das doenças cardiovasculares (DCV).

No período analisado, a obesidade aumentou em quase todos os países, enquanto o número total de mortes por doenças cardiovasculares ligadas ao alto índice de massa corporal (IMC) dobrou. A França, a Moldávia e a Lituânia são os únicos países do mundo, juntamente com a Espanha, onde houve uma redução nos casos, variando de um a dois por cento entre as mulheres.

Entretanto, a tendência global da obesidade tem sido de um crescimento significativo. Em 2022, 878 milhões de adultos viverão com obesidade, quatro vezes mais do que os 194 milhões que viviam com a doença em 1990. A esse respeito, o relatório faz alusão a um estudo publicado na revista "The Lancet", que adverte que, se as tendências continuarem, quase dois em cada três adultos com 25 anos ou mais poderão estar vivendo com sobrepeso ou obesidade até 2050.

Em relação ao impacto econômico global da obesidade, o relatório observa que, em 2019, esse impacto foi equivalente a 2,2% do produto interno bruto (PIB) e destaca que esse número pode aumentar para mais de 3% até 2060 se o aumento dos casos de obesidade continuar.

Por outro lado, se uma ação coordenada e baseada em evidências puder reverter a prevalência da obesidade e do sobrepeso para os níveis de 2019, isso poderá se traduzir em uma economia de US$ 2,2 trilhões (€ 1.957.824.000.000.000) em custos anuais entre 2020 e 2060 em todo o mundo, de acordo com o relatório.

Além disso, o documento alerta sobre os riscos da obesidade para as crianças, já que crianças com IMC elevado têm 40% mais chances de sofrer de DCV na meia-idade do que seus pares. O início precoce da obesidade pode reduzir significativamente a expectativa de vida, enquanto os impactos psicológicos da obesidade infantil são profundos, sendo a obesidade uma das principais causas de bullying e discriminação nas escolas.

MEDIDAS DE SAÚDE PÚBLICA "Para enfrentar a crescente crise global da obesidade, os governos devem implementar medidas econômicas de saúde pública que melhorem a conscientização do público e reduzam os fatores de risco, reconhecendo que a obesidade é multifatorial e comprometendo-se a disponibilizar opções de tratamento abrangentes, acessíveis e econômicas", disse o professor de medicina da Mayo Clinic College of Medicine e um dos autores do relatório, Francisco Lopez-Jimenez.

Nesse sentido, o relatório destaca a regulamentação introduzida em países como Ruanda e Letônia, além do Japão e do Reino Unido, que implementaram limites de densidade em estabelecimentos de fast food, bem como iniciativas baseadas em impostos para reduzir a obesidade e a DCV.

O relatório também destaca o sucesso de projetos baseados na comunidade, como o projeto "Mana Tu" da Nova Zelândia, que forneceu apoio e orientação para o gerenciamento eficaz de doenças, incluindo nutrição, levando a um aumento no consumo de frutas e vegetais entre os participantes, juntamente com um aumento médio de 10% na atividade física.

Por fim, o texto enfatiza o estigma e a discriminação que persistem em torno da obesidade e que têm dificultado os esforços para combater a obesidade e a DCV. Ele recomenda a abordagem desse problema e o apoio às populações marginalizadas que enfrentam as maiores barreiras para uma vida saudável para o coração.

"Para lidar com as implicações crescentes da crise da obesidade, pedimos aos governos de todo o mundo que adotem ações e investimentos direcionados. Os sistemas de saúde precisam ser fortalecidos para garantir um acesso mais amplo e econômico aos cuidados com a obesidade e as doenças cardiovasculares", disse Mariachiara Di Cesare, diretora do Institute of Public Health and Wellbeing da Universidade de Essex, no Reino Unido, e uma das autoras do relatório.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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