MADRID 22 set. (Portaltic/EP) -
Os cidadãos espanhóis ocuparam a oitava posição no ranking mundial de conhecimentos sobre segurança cibernética e privacidade na internet, subindo da décima primeira posição alcançada em 2025, embora continuem enfrentando desafios relacionados às práticas de segurança mais difíceis de serem abordadas.
Por exemplo, 97% dos espanhóis conhecem aspectos básicos já consolidados da segurança cibernética, como criar uma senha segura, e 63% entendem por que as atualizações de aplicativos não devem ser adiadas. Da mesma forma, 67% identificam corretamente os golpes comuns relacionados à inteligência artificial (IA).
No entanto, ainda existem desafios diante das novas ameaças à segurança. Praticamente nenhum deles identifica corretamente o conjunto completo de ferramentas que podem ajudá-los a proteger sua privacidade na internet e, por exemplo, apenas 43% dos espanhóis reconhecem os principais indícios de um “deepfake”.
Isso é o que revela o último estudo realizado pela empresa de segurança digital NordVPN, que reúne os resultados de seu Teste Nacional de Privacidade, realizado anualmente e de acesso livre, para avaliar os conhecimentos dos usuários sobre segurança cibernética e privacidade na internet.
No teste de 2026, participaram um total de 23.181 usuários, que responderam a 24 perguntas sobre hábitos digitais cotidianos, conscientização sobre privacidade e riscos digitais.
Como resultado, a Espanha obteve 44 pontos em 100, ficando em oitavo lugar no ranking mundial de conhecimentos sobre segurança cibernética e privacidade na internet. Isso representa uma subida de três posições em relação à décima primeira posição alcançada no teste realizado no ano passado.
Além disso, Cingapura se posicionou como o país com maior conhecimento sobre esses temas, com uma pontuação de 52 em 100, seguida pela Polônia (51/100) e pela Alemanha e Finlândia, que ficaram em terceiro lugar com uma pontuação de 50 em 100.
OS ESPANHÓIS SABEM QUE ESTÃO SENDO RASTREADOS, MAS NÃO SABEM COMO LIMITAR ISSO
As respostas da pesquisa revelam que os espanhóis estão conscientes da segurança, com números como o fato de que 94% dos participantes estão cientes do conteúdo que exibem para seus seguidores nas redes sociais ou que 87% sabem que tipo de empresas podem coletar dados de navegação e que o que publicam nas redes pode ser usado para treinar modelos de IA.
Mas a situação é completamente diferente quando se perguntam como se proteger dessas práticas, revelando desconhecimento sobre o conjunto de ferramentas on-line disponíveis que podem ajudar a proteger sua privacidade digital.
A tal ponto que apenas 2% responderam corretamente sobre como usar redes Wi-Fi públicas com segurança e apenas 5% afirmaram saber como são gerenciados os dados compartilhados por meio das permissões dos aplicativos. Da mesma forma, apenas 7% estão cientes dos problemas de privacidade relacionados ao uso da IA em tarefas de trabalho.
De acordo com o diretor de tecnologia da NordVPN, Marijus Briedis, isso não significa que os participantes não estejam familiarizados com ferramentas como bloqueadores de rastreadores, mas que o resultado revela “algo mais amplo”, como “o fato de saber que a privacidade está em risco não implica necessariamente saber quais meios utilizar para protegê-la”.
'DEEPFAKES', GOLPES COM IA E 'INFOSTEALERS': DESAFIOS NA CIBERSEGURANÇA
O estudo também destaca como as novas ameaças à segurança cibernética continuam representando desafios para os espanhóis. Assim, apenas 43% identificaram corretamente os principais indicadores de conteúdos “deepfake”, ficando até sete pontos percentuais abaixo da média mundial.
Da mesma forma, apenas 56% dos participantes afirmaram saber que a Meta coleta dados de pessoas que não são usuários e, no que diz respeito ao conhecimento sobre os ‘infostealers’, apenas 31% dos espanhóis afirmam saber que tipo de informação pode ser afetada, como senhas e “cookies” do navegador.
ESPANHA MELHORA EM PRÁTICAS DE SEGURANÇA CONSOLIDADAS
Por outro lado, os resultados refletem que a conscientização sobre práticas de segurança consolidadas na Espanha melhorou. Assim, 63% afirmam conhecer as vantagens de segurança decorrentes da atualização de aplicativos, o que supera em cinco pontos percentuais a média global.
Além disso, 87% dos espanhóis sabem quais empresas coletam dados de navegação. Isso os coloca quatro pontos acima do resultado global.
Seguindo essa linha, entre os participantes espanhóis, 5% foram classificados como “Cyber Wanderer” — termo que se refere a usuários com conhecimentos mínimos sobre segurança cibernética —, enquanto 56% foram classificados como “Cyber Tourists”, por serem usuários com alguns conhecimentos básicos, “mas que continuam cometendo erros comuns”.
38% foram classificados como “Cyber Adventurer”, ou seja, usuários conscientes, e apenas 1% alcançou o nível “Cyber Star”, sendo, portanto, usuários com alto conhecimento em segurança cibernética.
COMO MELHORAR A SEGURANÇA E A PRIVACIDADE NA INTERNET
Diante disso, apesar das melhorias observadas na Espanha, Briedis recomendou que os usuários adotem várias medidas para reforçar a segurança e a privacidade na internet, entre elas o uso de senhas únicas e robustas, armazenadas em um gerenciador confiável, e o uso de chaves de acesso (passkeys) sempre que possível.
Ele também aconselhou ativar a autenticação multifatorial (MFA) nas contas principais para adicionar uma camada extra de proteção.
Por outro lado, ele destacou como as diferentes ferramentas de privacidade cumprem funções distintas: VPNs, gerenciadores de senhas, bloqueadores de rastreadores, mensagens com criptografia de ponta a ponta e antivírus oferecem proteções complementares, mas nenhuma solução, por si só, permite enfrentar todas as ameaças cibernéticas, como o “phishing”, fraudes, rastreamento ou ataques baseados em inteligência artificial.
Entre as recomendações, destaca-se também a revisão periódica das permissões concedidas aos aplicativos e a manutenção deles atualizados, limitando o acesso aos dados e às funções do dispositivo apenas ao que for realmente necessário.
Briedis aconselha, igualmente, redobrar as precauções ao utilizar redes Wi-Fi públicas, verificando se se trata de uma conexão legítima, evitando operações sensíveis em redes desconhecidas e utilizando uma VPN para criptografar a conexão.
Por fim, ele recomenda avaliar cuidadosamente quais informações são compartilhadas com ferramentas de inteligência artificial e evitar inserir nelas senhas, dados financeiros, documentos confidenciais, informações de clientes ou outros conteúdos sensíveis.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático