Álex Cámara - Europa Press - Arquivo
BRUXELAS 29 maio (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado da Ciência, Inovação e Universidades, Juan Cruz Cigudosa, anunciou nesta sexta-feira que a Espanha participará esta tarde, juntamente com alguns Estados-membros e o comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, de uma reunião para discutir o projeto do IRIS2, o programa europeu de comunicações seguras e acesso à Internet via satélite.
Segundo explicou, o encontro servirá também para destacar o recente anúncio do presidente do Governo, Pedro Sánchez, sobre o aumento da contribuição espanhola, tanto em capacidades industriais quanto em recursos econômicos, para esta iniciativa estratégica da União Europeia.
Foi o que ela destacou em declarações à imprensa antes de participar do Conselho de Competitividade da UE em Bruxelas, onde defendeu a necessidade de avançar rumo a uma Europa “mais ambiciosa” e com maior autonomia tecnológica.
Cigudosa situou esta reunião no debate sobre as futuras prioridades europeias em ciência, inovação e espaço, coincidindo com o início das negociações do próximo quadro financeiro plurianual para o período 2028-2034.
Nesse contexto, ela destacou o peso da Espanha nessas áreas e ressaltou que o país é atualmente o terceiro maior beneficiário de recursos do programa europeu de pesquisa Horizonte Europa, atrás apenas da Alemanha e da Itália.
Da mesma forma, ela ressaltou que a Espanha se tornou a quarta potência da Agência Espacial Europeia (ESA) após ter triplicado sua contribuição desde 2018, uma posição que, em sua opinião, justifica que o país tenha uma “voz própria” nos debates europeus sobre o futuro da política espacial.
Em relação ao “Horizonte Europa”, o principal instrumento comunitário para financiar a ciência e a inovação, Cigudosa considerou que o acordo parcial sobre sua futura configuração “não está suficientemente maduro” e defendeu a continuação das negociações, especialmente em questões relacionadas às parcerias e à ciência colaborativa.
Questionado ainda sobre a proposta da Comissão Europeia de reservar dois terços do espaço de satélites para empresas europeias, avaliou a iniciativa como “um avanço bastante importante” em relação a posições anteriores, embora tenha alertado que ela ainda não atende plenamente às expectativas levantadas por alguns Estados-membros.
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