Publicado 06/10/2026 08:53

O esgotamento psicológico no trabalho concentra-se principalmente na faixa etária dos 40 aos 49 anos, segundo um estudo

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MADRID 6 out. (EUROPA PRESS) -

O desgaste psicológico no trabalho concentra-se principalmente na faixa etária dos 40 aos 49 anos, de acordo com um macroestudo epidemiológico realizado pela Quirónprevención, com dados coletados entre 2022 e 2025, no qual foi analisado o impacto do bem-estar psicoemocional na população ativa e esclarecida a fronteira entre o ambiente de trabalho e os fatores pessoais fora do trabalho

O estudo, realizado pela Unidade Epidemiológica da Quirónprevención, baseia-se nas respostas de mais de 118.000 trabalhadores expostos a riscos psicossociais e constatou que 16,86% do mal-estar é atribuído a fatores externos ou não relacionados ao trabalho (preocupações familiares, econômicas ou sociais), enquanto apenas 1,41% está diretamente e exclusivamente ligado a causas do ambiente de trabalho.

Ao avaliar sintomas recentes de ansiedade e depressão, a probabilidade de comprometimento psicoemocional na população ativa aumentou de 14,94% em 2024 para 19,96% em 2025. Na maioria dos casos, trata-se de uma intensidade leve (14,66%), seguida por 3,52% de intensidade moderada e 1,78% de intensidade grave.

Ao contrário da crença popular de que o desgaste afeta apenas as faixas etárias extremas, a análise epidemiológica demonstra que a maior proporção de afetação se concentra na faixa de 40 a 49 anos (30,43%), seguida pelo grupo de 50 a 59 anos (24%). Essa fase da vida costuma coincidir com o período de maiores responsabilidades simultâneas, tanto familiares quanto econômicas e profissionais.

“O principal esforço nos postos de trabalho atuais não é mais físico, mas cognitivo. A tomada constante de decisões e o gerenciamento de informações complexas geram uma carga mental que, se for excessiva ou prolongada, desencadeia o esgotamento”, apontam os doutores Antonio Moreno e Juan Pedro Portell, autores do relatório.

MEDIDAS PREVENTIVAS MAIS EFICAZES

Os dados do estudo destacam que o ambiente corporativo é um espaço ideal para a prevenção e a intervenção precoce. As medidas preventivas mais eficazes não buscam eliminar as exigências profissionais, mas equilibrar de forma realista as demandas do cargo com os recursos disponíveis e o apoio organizacional.

Entre as linhas de ação prioritárias a serem aplicadas nas empresas, os autores destacam o ajuste das cargas de trabalho, a definição clara das funções e o incentivo à participação dos trabalhadores na tomada de decisões, além de promover estilos de liderança saudáveis e respeitar escrupulosamente os horários de descanso, erradicando as culturas de disponibilidade permanente.

Além de integrar nos sistemas técnicos de prevenção a consideração dos fatores extra-profissionais que prejudicam a capacidade de adaptação da pessoa e sua capacidade de resposta, e criar ambientes de confiança para que as pessoas expressem seu mal-estar, caso o sintam, de forma precoce e sem medo de serem julgadas ou de verem sua carreira profissional comprometida.

Em conclusão, em um mercado globalizado, marcado pela transformação digital e pela pressão competitiva, o cuidado integral com a saúde mental já ocupa o centro da estratégia corporativa como o único caminho possível para consolidar organizações saudáveis, “resilientes” e economicamente sustentáveis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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