Publicado 23/02/2026 10:00

A enxaqueca pode causar dor cervical, alterações de humor, tonturas ou problemas digestivos, de acordo com a FECEF.

Archivo - Arquivo - Mulher com enxaqueca
KATERYNA ONYSHCHUK/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - , Além da dor de cabeça, a enxaqueca pode causar dor cervical, alterações no humor — irritabilidade, ansiedade ou desânimo —, dificuldade em encontrar palavras, lentidão no raciocínio, problemas digestivos, tonturas, intolerância à luz ou cansaço intenso, segundo a doutora do Comitê Científico e de Publicações da Fundação Espanhola de Cefaleias (FECEF), Isabel Beltrán Blasco.

Beltrán Blasco, que também é membro do Grupo de Estudo de Cefaleias da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), explicou que esta doença neurológica, que afeta 12% da população espanhola, prejudica múltiplas funções do sistema nervoso antes, durante e após a crise. Além disso, comentou que a dor cervical é “muito comum” nas formas crônicas da doença, podendo aparecer antes mesmo da dor de cabeça ou acompanhá-la durante a crise. “Em muitos casos, os pacientes atribuem isso a um problema muscular ou na coluna, embora faça parte do próprio processo da enxaqueca. Tanto a rigidez quanto a dor cervical podem melhorar com o tratamento preventivo e agudo da doença”, destacou. Em relação à dificuldade em encontrar palavras, lentidão mental e problemas de concentração, a especialista indicou que “muitos pacientes também manifestam problemas de memória e descrevem uma sensação de ‘ressaca’ após a crise”. Ela também indicou que a sensação de “névoa mental” pode persistir após a crise e afetar as atividades diárias. Essas alterações geralmente estão relacionadas a mudanças em neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, e costumam “melhorar quando se consegue um melhor controle da enxaqueca”.

Os sintomas digestivos, como dor abdominal, digestão lenta ou alterações no ritmo intestinal, estão frequentemente relacionados com a síndrome do intestino irritável e com alterações na microbiota intestinal. “O cérebro das pessoas com enxaqueca é mais sensível a estímulos sensoriais, o que explica a intolerância à luz, aos sons ou aos odores, mesmo na ausência de dor”, explicou.

Por isso, Beltrán Blasco enfatizou a importância de “reconhecer e abordar todos os sintomas associados à enxaqueca, pois um controle inadequado, com um número elevado de crises por mês, causa o que é conhecido como carga interictal dessa doença”, o que acarreta efeitos negativos em vários aspectos da vida cotidiana.

Nesse contexto, a Fundação Espanhola de Cefaleias compartilhou um documento, elaborado pela Dra. Beltrán Blasco, para “ajudar os pacientes a reconhecer todos os sintomas associados à enxaqueca e melhorar seu manejo e controle”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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