Publicado 22/05/2026 07:49

Enfermeiras pediátricas reivindicam uma implantação “uniforme” e “eficaz” da especialidade em toda a Espanha

Archivo - Arquivo - Retrato de uma criança com consulta médica. Amígdalas
MACNIAK - Arquivo

MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Enfermagem Pediátrica (AEEP), a Federação Espanhola de Associações de Enfermagem Pediátrica (FEDAEP) e a Sociedade Espanhola de Enfermagem Neonatal (SEEN) exigiram a implantação “homogênea” e “efetiva” da especialidade de enfermagem pediátrica em todas as comunidades autônomas.

As entidades denunciam as “desigualdades territoriais” no desenvolvimento e na implementação efetiva da especialidade de enfermagem pediátrica no país. “A existência de profissionais altamente qualificados nem sempre se traduz em uma dotação adequada de enfermeiras pediátricas em todos os âmbitos em que sua presença é necessária”, destacam.

No âmbito do Dia Internacional da Enfermeira Pediátrica, as três sociedades uniram-se para reconhecer, dar visibilidade e reivindicar o “trabalho essencial” que as enfermeiras pediátricas desempenham na atenção integral à infância, à adolescência e às suas famílias.

Por meio de um manifesto, as entidades destacam que esta comemoração constitui uma oportunidade para valorizar “o compromisso, a competência profissional e a contribuição” das enfermeiras especializadas em pediatria em todos os âmbitos assistenciais e comunitários. “Seu trabalho é fundamental para garantir cuidados seguros, humanizados, individualizados e baseados nas melhores evidências científicas disponíveis”, acrescentam.

Da mesma forma, destacam que essas profissionais atuam na atenção primária, hospitais, unidades neonatais, serviços de emergência, cuidados intensivos pediátricos e neonatais, saúde mental, centros educacionais, atendimento domiciliar e recursos comunitários, acompanhando crianças, adolescentes e suas famílias ao longo de todas as etapas do desenvolvimento e em situações de diversa complexidade clínica e social.

Por outro lado, afirmam que desempenham um “papel fundamental” na promoção da saúde, na prevenção de doenças, na vacinação e imunização, no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, no atendimento a condições crônicas e complexas na infância, na educação em saúde e no acompanhamento emocional de pacientes e famílias.

DIREITO DE TODAS AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Nesse sentido, elas afirmam que o contexto atual apresenta “desafios importantes” para a saúde infantil e adolescente. Assim, consideram que o aumento dos problemas de saúde mental, o aumento da cronicidade e da complexidade neonatal, as desigualdades sociais na saúde, a violência ou o sedentarismo exigem o reforço dos cuidados especializados e a garantia de uma atenção adaptada às necessidades específicas da população infantil e adolescente.

Por isso, reivindicam o direito de todas as crianças e adolescentes a receber cuidados prestados por enfermeiras especializadas em pediatria, bem como o pleno reconhecimento das competências específicas dessas profissionais.

Além disso, solicitam o aumento das vagas de formação em saúde especializada (EIR) e a consolidação de cargos específicos de enfermagem pediátrica. Além disso, reivindicam a presença de enfermeiras pediátricas em todos os níveis de assistência e ambientes relacionados ao atendimento à infância e à adolescência.

“Neste dia, queremos expressar nosso reconhecimento e agradecimento a todas as enfermeiras pediátricas que exercem seu trabalho com profissionalismo, comprometimento, responsabilidade e humanidade, contribuindo de forma decisiva para o bem-estar e a saúde da população infantil e adolescente”, concluem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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