MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
A Diretora de Enfermagem do Hospital Universitário Puerta de Hierro (Madri), Begoña de Andrés, pediu a liderança da enfermagem nas equipes de terapia intravenosa (TIV), sobre as quais ela comentou que "não são um luxo, mas uma necessidade estratégica para garantir uma assistência intravenosa segura, eficiente e centrada no paciente".
Nesses termos, ele falou durante o webinar 'Advances in fluid therapy and vascular access', organizado pelo Instituto Superior de Formación Sanitaria del Consejo General de Enfermería (ISFOS) do Consejo General de Enfermería (CGE), com a colaboração da Laphysan.
"A liderança dos enfermeiros é fundamental, não só pela experiência direta na canalização e manutenção de dispositivos, mas também pela visão abrangente do atendimento e pela capacidade de coordenação clínica que a função de enfermeiro proporciona", explicou.
O webinar, dividido em três blocos principais, apresentou os últimos avanços em fluidoterapia e acesso vascular. Também destacou o papel dos enfermeiros nesses tipos de procedimentos e abordou a relevância de procedimentos como o ultrassom, juntamente com a importância da abordagem de sustentabilidade nessa área.
A fluidoterapia, que consiste na administração intravenosa de fluidos e eletrólitos, é usada para salvar a vida de pacientes em estado de choque, nos quais é necessária uma reposição agressiva de fluidos, ou para manter a perfusão dos tecidos, como é necessário no caso de pacientes cirúrgicos ou queimados. Além disso, pode ser indicado para manter o equilíbrio hídrico de um paciente ou para corrigir o equilíbrio ácido-base em pacientes que não conseguem seguir uma dieta convencional. Às vezes, os fluidos são usados simplesmente para transportar medicamentos.
PRESCRIÇÃO PERSONALIZADA
Nesse sentido, o chefe da Seção de Anestesiologia e coordenador das salas de cirurgia do Hospital Universitário La Paz, Carlos III e Cantoblanco (Madri), Rafael Uña, destacou a importância dessas terapias nos tratamentos atuais e enfatizou a importância de "avaliar a situação clínica do paciente para estabelecer as indicações e possíveis contraindicações" antes de prescrever um soro.
"Os fluidos devem ser considerados medicamentos reais, com todas as consequências que isso implica. Tanto o excesso quanto a falta de fluidos podem ter consequências deletérias", disse ele.
Ele também abordou as particularidades que podem ocorrer com as perdas de fluido intersticial, "que sempre devem ser substituídas por cristaloides" e as perdas de fluido intravascular, que também "respondem muito melhor do que se pensava à administração de cristaloides".
Por sua vez, o enfermeiro da UTI do Hospital Universitário Puerta de Hierro Manuel Camós enfatizou o papel dos enfermeiros no que é conhecido como PICC (cateter central de inserção periférica) e o uso de ultrassom nesses procedimentos.
"Os PICCs representam uma opção segura e eficaz para terapias intravenosas prolongadas. Eles reduzem o número de punções venosas, minimizam os extravasamentos e reduzem a ocorrência de flebite. Sua escolha adequada é o primeiro passo, mas seu gerenciamento diário é o verdadeiro desafio", explicou.
Nesse sentido, ele ressaltou que é importante combinar esse tipo de acesso venoso com o ultrassom, já que essa ferramenta oferece qualidade, segurança e profissionalismo. "Apostar nela e no treinamento de enfermeiros é apostar no bem-estar e na segurança de nossos pacientes", enfatizou.
ABORDAGEM SUSTENTÁVEL
Para finalizar, o webinar focou no uso de embalagens mais sustentáveis dentro dessas técnicas. "A sustentabilidade no ambiente hospitalar não é mais uma opção, mas uma responsabilidade compartilhada. No caso da fluidoterapia, em que o uso de embalagens é massivo e constante, cada pequeno gesto conta", explicou a enfermeira e gerente de produto da Laphysan, Laura Velasco, enfermeira e gerente de produto da Laphysan.
A profissional compartilhou alguns dos avanços mais relevantes no campo da fluidoterapia hospitalar. Ela também apresentou o compromisso de seu laboratório com a sustentabilidade, como um recipiente de fluidoterapia com uma declaração de produto ambiental (EPD) verificada.
"Essa é uma forma de ajudar os centros de saúde a avançar para modelos mais sustentáveis sem sacrificar a segurança ou a eficiência clínica", disse.
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