Publicado 20/04/2026 11:04

Enfermeira desenvolve uma férula bucal que detecta o risco de aspiração bronquial em pacientes vulneráveis

A bolsa “I Incubadora de Ideias”.
CGE

MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -

A enfermeira Esther Soler desenvolveu uma férula bucal inteligente capaz de detectar o risco de broncoaspiração em pacientes vulneráveis com fraqueza bulbar, alteração da deglutição ou dificuldade no manejo de secreções, no âmbito do projeto denominado “OroSense”, que ganhou a bolsa “I Incubadora de Ideias” do Conselho Geral de Enfermagem (CGE) e da Boehringer Ingelheim.

“Pacientes vulneráveis com risco de broncoaspiração durante o sono enfrentam uma situação que pode favorecer infecções respiratórias, pneumonias por aspiração e uma deterioração clínica significativa; por isso, a antecipação é fundamental”, explicou ela.

Nesse contexto, a proposta prevê o desenvolvimento de uma férula bucal “inteligente, personalizada, biocompatível e não invasiva”, voltada para monitorar continuamente sinais de alerta e facilitar um “acompanhamento mais precoce, proativo e seguro”.

Soler, que também é pesquisadora da Fundação para o Fomento da Pesquisa Sanitária e Biomética (Fisabio) em Valência, recebeu um prêmio no valor de 7.500 euros.

O segundo prêmio, no valor de 6.000 euros, foi concedido a um projeto da enfermeira do Hospital Universitário La Princesa (Madri), María González, focado em avaliar o impacto de um programa de enfermagem que aborda as alterações respiratórias noturnas em pessoas com fibrose pulmonar idiopática, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, o descanso noturno e o bem-estar emocional dos pacientes.

“A iniciativa, liderada por profissionais de enfermagem, concentra-se em melhorar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento da apneia obstrutiva do sono e da hipoxemia noturna, otimizando a adesão terapêutica à CPAP e à oxigenoterapia”, explicou.

Da mesma forma, o terceiro prêmio, no valor de 5.000 euros, foi para o enfermeiro do Hospital Universitário La Paz (Madri), Guillermo Sibón, por seu projeto voltado para a capacitação familiar em doenças autoinflamatórias na pediatria por meio de sessões educativas, desenvolvimento de habilidades e fornecimento de material audiovisual e de apoio, incluindo acompanhamento de enfermagem presencial e telemático.

“Será realizado um estudo prospectivo cujo objetivo é avaliar o impacto de uma intervenção multimodal na percepção dos pais sobre o manejo familiar da doença e seu tratamento, na aquisição de comportamentos preventivos e de autocuidado, na adesão terapêutica e na qualidade de vida das crianças”.

O TRABALHO DE PESQUISA NA ENFERMAGEM

O presidente do CGE, Florentino Pérez Raya, destacou que a pesquisa em enfermagem é um dos “grandes futuros” da nossa profissão. “Nós, enfermeiras e enfermeiros, estamos mais do que capacitados, por nossa formação e competências, para realizar pesquisa científica a partir da valiosa perspectiva do cuidado. Graças a bolsas como esta, criamos um veículo de ajuda e apoio para que nossos enfermeiros e enfermeiras tenham os recursos necessários para levar adiante suas pesquisas, neste caso, em um campo às vezes esquecido como são as doenças raras”, destacou.

Por sua vez, o secretário-geral do CGE, Diego Ayuso, enfatizou a importância de dar visibilidade ao trabalho de pesquisa na área de enfermagem e como essa tem sido uma das grandes apostas do CGE nos últimos anos.

“Nós, enfermeiras, realizamos um trabalho de pesquisa muito valioso, e muitas vezes ele é desconhecido. É importante, com bolsas como esta, apoiar as enfermeiras que pesquisam, para que tenham recursos financeiros que lhes permitam se concentrar em seus projetos. Mas não podemos esquecer a importância de dar visibilidade a essas competências de pesquisa da enfermeira, que abordam os projetos a partir da perspectiva única de nossa profissão”, observou.

A gerente de Medical Affairs Specialty Care da Boehringer Ingelheim Espanha, Elena Gobartt, destacou que, em patologias como a fibrose pulmonar, o papel da enfermagem é “fundamental”, tanto por sua contribuição ao acompanhamento clínico quanto por sua proximidade no apoio às pessoas ao longo de todo o seu percurso com a doença.

“Na Boehringer Ingelheim, mantemos nosso compromisso com iniciativas que contribuam para dar visibilidade e reforçar esse valor, apoiando projetos voltados para um atendimento integral, humano e conectado às necessidades reais dos pacientes”, comentou.

Além do valor financeiro, a bolsa oferece a cada pesquisador orientação por parte de um representante da Boehringer e de um membro do Conselho que seja enfermeiro especialista nessa área, para facilitar a implementação da iniciativa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado