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MADRI 16 abr. (Portaltic/EP) -
A Microsoft chamou a atenção para o papel da inteligência artificial (IA) no crime cibernético, concentrando-se em três fraudes comuns, como as relacionadas a emprego, assistência técnica e comércio eletrônico.
No ano passado, a Microsoft bloqueou cerca de 1,6 milhão de tentativas de registros de bots por hora, um número que faz parte de seus esforços para proteger os usuários de seus serviços e sistemas.
Ela também frustrou tentativas de fraude no valor de US$ 4 bilhões e rejeitou 49.000 registros fraudulentos de parceiros entre abril de 2024 e abril de 2025, conforme relatado em um comunicado à imprensa.
Esses dados são apresentados em um cenário em que a IA removeu as barreiras técnicas para a criação e a implantação de ferramentas que facilitam os ataques cibernéticos e até mesmo expandiu os recursos dos criminosos cibernéticos, que podem usá-la para buscar informações na Web para ataques de engenharia social e para refinar seus golpes, recorrendo até mesmo a conteúdo realista gerado por IA, conhecido como "deepfakes".
A Microsoft apontou que os ataques fraudulentos orientados por IA, embora ocorram em todo o mundo, têm duas origens bem identificadas: China e Alemanha, esta última por ser um dos maiores mercados de comércio eletrônico e serviços on-line da União Europeia. "Quanto maior for um mercado digital em qualquer região, maior será a probabilidade de haver um grau proporcional de tentativas de fraude", explicou.
Essas fraudes estão relacionadas principalmente a emprego, comércio eletrônico e suporte técnico, que o gigante da tecnologia detalhou para alertar os usuários.
Assim, o golpe de suporte técnico tenta enganar suas vítimas fingindo ser o suporte técnico de um serviço ou dispositivo eletrônico, alegando um problema que, na realidade, não existe. Das três mencionadas, a IA é a menos utilizada, embora a Microsoft mencione o caso do grupo Storm-1811 e o uso dessa tecnologia para enganar (vishing) pessoas de organizações legítimas.
No caso de fraudes relacionadas a empregos, a Microsoft explica que os criminosos cibernéticos "geram perfis falsos com credenciais roubadas, ofertas de emprego falsas com descrições de trabalho autogeradas e campanhas de e-mail baseadas em IA para enganar os candidatos a emprego".
A IA torna difícil para as vítimas identificarem que estão sendo enganadas, pois é usada em entrevistas e e-mails automatizados para "aumentar a credibilidade dos golpes".
A Microsoft recomenda suspeitar se os golpistas solicitarem informações pessoais, como dados bancários, e ofertas que prometam altos salários em troca de qualificações mínimas, que não sejam solicitadas (especialmente se forem enviadas por SMS ou e-mail) ou que incluam pagamento.
Por fim, a empresa alerta contra fraudes no comércio eletrônico, onde a IA desempenha um papel mais importante. Os criminosos cibernéticos a utilizam para criar sites fraudulentos em minutos, em vez de dias ou semanas, com o mínimo de conhecimento técnico e acabamentos convincentes.
Esses sites incluem descrições, imagens e até mesmo avaliações, que provavelmente foram geradas por uma inteligência artificial para dar à vítima a impressão de que está lidando com uma empresa genuína e conhecida, da qual se fez passar por outra.
Outro golpe ocorre por meio de chatbots, com os quais as vítimas interagem. "Esses bots podem atrasar estornos, paralisar os clientes com desculpas programadas e manipular reclamações com respostas geradas por IA que fazem com que os sites fraudulentos pareçam profissionais", diz a Microsoft.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático