MADRID 23 set. (EUROPA PRESS) -
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) declarou nesta terça-feira que não há evidências que relacionem a exposição ao paracetamol no útero com o desenvolvimento de distúrbios do neurodesenvolvimento, como o autismo, como sugerido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A agência lembrou que, em 2019, revisou os estudos disponíveis que investigaram o neurodesenvolvimento de crianças expostas ao paracetamol no útero, concluindo que os resultados eram inconclusivos e que nenhuma ligação poderia ser estabelecida.
Além disso, enfatizou que os dados sobre o uso de paracetamol por mulheres grávidas não indicaram nenhum risco de malformações no feto em desenvolvimento, nem em recém-nascidos.
"O paracetamol continua sendo uma opção importante para o tratamento de dor ou febre em mulheres grávidas. Nossa orientação é baseada em uma avaliação rigorosa dos dados científicos disponíveis e não encontramos nenhuma evidência de que tomar paracetamol durante a gravidez cause autismo em crianças", disse o diretor médico da EMA, Steffen Thirstrup.
Ele continuou dizendo que o paracetamol pode ser usado na UE para reduzir a dor ou a febre durante a gravidez, se clinicamente necessário, e que não há atualmente nenhuma evidência que exija mudanças nas recomendações atuais de uso.
A agência também enfatizou que, como em qualquer tratamento agudo, ele deve ser usado na menor dose eficaz, pelo menor tempo possível e com a menor frequência possível, sempre em consulta com um profissional de saúde.
Por fim, a EMA e outras autoridades nacionais competentes da UE continuarão a monitorar a segurança dos medicamentos que contêm paracetamol e avaliarão "prontamente" todos os novos dados que surgirem.
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