MADRID 23 mar. (Portaltic/EP) -
A presença de “bots” movidos por inteligência artificial (IA) na web está aumentando a tal ponto que eles poderiam superar os humanos em 2027, segundo alertou o CEO da Cloudflare, Matthew Prince.
Prince explicou em uma entrevista durante a conferência SXSW em Austin (Estados Unidos), divulgada pelo TechCrunch, que o tráfego de 'bots' em páginas da web está se expandindo à medida que avança o uso da IA generativa. Especificamente, porque esses 'bots' são capazes de visitar mais páginas para coletar informações e responder às consultas dos usuários.
Por exemplo, se um usuário quiser adquirir um produto por conta própria, ele consultará um número limitado de links, enquanto que, se pedir a um 'chatbot' como o ChatGPT para procurar esse produto e outros semelhantes, o 'bot' analisará milhares de páginas da web para encontrá-lo.
Enquanto o tráfego de “bots” na web era de 20% antes do surgimento da IA generativa, a tendência aponta para que o número de “bots” supere o de humanos em alguns anos. “Com o auge da IA generativa e sua insaciável necessidade de dados, estamos observando um aumento que nos leva a suspeitar que, em 2027, o volume de tráfego de bots online ultrapassará o volume de tráfego humano online”, alertou Prince.
CONSEQUÊNCIAS
Esse aumento constante do tráfego de 'bots' pode resultar em problemas com os servidores dos sites. Diante disso, o executivo destacou a necessidade de desenvolver novas tecnologias com ambientes isolados para os agentes de IA.
“O que estamos tentando analisar é como construir essa infraestrutura subjacente que permita, com a mesma facilidade com que se abre uma nova aba no navegador, executar um novo código que depois possa funcionar e prestar serviço aos agentes existentes”, observou Prince.
O CEO da Cloudflare comparou a situação ao aumento do tráfego na internet durante a pandemia da Covid-19, quando vários servidores estiveram à beira do colapso após registrar um tráfego massivo de usuários em plataformas de streaming. No entanto, naquela ocasião foi possível estabilizar a situação, enquanto a previsão para a tendência atual é menos otimista.
“Ao contrário da Covid, onde houve um pico durante duas semanas e depois se estabilizou em um novo máximo, estamos vendo que o tráfego na internet cresce e cresce sem parar, e não vemos nada que vá desacelerá-lo ou detê-lo”, esclareceu Prince.
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