Publicado 13/06/2026 06:10

Em 2025, a ONT transportou por via aérea um total de 1.045 órgãos para transplante, 114 a menos do que em 2024

Archivo - Arquivo - Espanha e Itália realizam com sucesso o segundo transplante renal cruzado internacional envolvendo três casais. Na foto, vê-se o transporte do rim do Hospital de Cruces, em Bilbao, até Pádua (Itália).
MINISTERIO DE SANIDAD - Arquivo

MADRID 13 jun. (EUROPA PRESS) -

A Organização Nacional de Transplantes (ONT) informou que, em 2025, transportou 1.045 órgãos para transplante por via aérea, 114 a menos do que em 2024, atingindo a marca de 1.000 operações pelo segundo ano consecutivo, já que no ano passado se atingiu a referida marca de mil e no ano anterior foram registradas 1.040.

O ano passado "foi o segundo em número de operações, sendo particularmente importante o aumento das operações necessárias para o transporte de corações para transplante, dado o aumento significativo da atividade que ocorreu em 2025 em comparação com o ano anterior", afirmou a diretora desta organização, Beatriz Domínguez-Gil, com base nos dados do 'Relatório Anual de Operações Aéreas Necessárias para o Programa Nacional de Doação e Transplante de Órgãos'.

Este documento registra “uma média diária de oito doadores e 17 transplantes”, diante do que o Ministério da Saúde destacou que “as operações aéreas constituem uma peça fundamental para alcançar números difíceis de serem igualados por qualquer outro país do mundo”. Por isso, a ONT reconhece “o papel indispensável dos aeroportos e das companhias aéreas” neste âmbito.

“Algumas dessas operações são particularmente complexas; por isso, gostaríamos de agradecer a cooperação do pessoal dos aeroportos espanhóis”, indicou Domínguez-Gil, que acrescentou que “por vezes é necessário prolongar o horário de funcionamento dos aeroportos e também não é raro que seja necessária a abertura extraordinária de aeroportos para poder realizar essas operações”.

Aprofundando a questão da redução no número de órgãos transportados, o Ministério da Saúde indicou que isso ocorreu “em linha com a ligeira diminuição no número de transplantes (-2%)”. No entanto, “destaca-se o crescimento no transporte de corações (198) por avião nos últimos anos”, explicou, em consonância com a afirmação de Domínguez-Gil. “Este dado está diretamente relacionado ao aumento da atividade de transplante cardíaco (+12%) registrado”, explicou.

“Os demais órgãos transportados por via aérea, muitas vezes para o transplante de pacientes em situação de urgência zero, foram 276 fígados, 243 pulmões, 29 pâncreas e os órgãos necessários para a realização de oito transplantes multivisceral”, detalhou, acrescentando que o rim foi “o órgão mais transplantado”, do qual “foram transportados 290 por via aérea”.

"Desses, 138 (47%) foram destinados ao transplante de pacientes altamente sensibilizados (com grandes dificuldades para serem transplantados por razões imunológicas) no âmbito do programa do 'Plano Nacional de Acesso ao Transplante Renal para Pacientes Hiperimunizados' (PATHI) da ONT, criado especificamente para esses pacientes", indicou.

FORMA DE TRANSPORTE

Este relatório também analisa a forma de transporte e expõe que “o transporte do órgão com a equipe médica cresceu em 2025 em relação ao ano anterior”. "No ano passado, 561 (54%) órgãos foram transportados com a equipe médica responsável pela sua obtenção, enquanto 483 foram transportados sob a custódia da tripulação do avião, sem que nenhum profissional de saúde viajasse com eles", assinalou este departamento ministerial, que acrescentou que "no caso dos rins, o transporte aéreo é sempre realizado em voos regulares, a cargo da tripulação, por se tratar de um órgão que resiste a períodos mais prolongados de isquemia".

Quanto às companhias aéreas que participam dessas ações, Domínguez-Gil destacou que “normalmente são empresas privadas, mas em quase 30% das ocasiões trata-se de companhias comerciais”. A participação dessas "é particularmente importante, não apenas porque permitem que os órgãos cheguem em tempo e forma ao paciente a quem se destinam, mas também porque, ao fazê-lo de forma desinteressada e gratuita, contribuem para a sustentabilidade do sistema de saúde e do programa de transplantes", destacou.

“Da ONT, queremos expressar nosso agradecimento à rede da AENA, dos Aeroportos Nacionais, e às companhias aéreas, sobretudo às companhias comerciais que fazem parte do programa espanhol de doação e transplante”, expôs, enquanto o Ministério da Saúde detalhou que os aeroportos “intervieram em 2.389 ocasiões nas diferentes operações realizadas”.

UM TOTAL DE 42 OPERAÇÕES COM AEROPORTOS ESTRANGEIROS

Assim, indicou que, "mais uma vez, o aeroporto de Madrid-Barajas foi o que registrou maior atividade, com 516 intervenções, o que representa quase 22% do total", enquanto o segundo em número de operações "foi o de Barcelona, com 399". Além disso, a máxima representante da entidade responsável pelos transplantes na Espanha destacou que “em 42 ocasiões no ano passado foram gerenciados processos com aeroportos estrangeiros”.

“Os aeroportos mais frequentes foram os portugueses, uma vez que a Espanha tem um acordo de colaboração em matéria de transplantes com o país luso”, afirmou, especificando o Ministério da Saúde que o de Porto colaborou “em 16 ocasiões” e, a seguir a este, “Faro em cinco e Lisboa em outras três”.

Por fim, e após informar que “Atlantic, Initium e CNAIR são as empresas privadas com maior atividade”, e que “Vueling, Iberia, Air Europa, Iberia Express e Air Nostrum” colaboraram de forma desinteressada "em seus voos comerciais", o Ministério destacou que "a equipe de coordenação da ONT solicitou a extensão do horário de funcionamento dos aeroportos em 143 ocasiões, uma redução significativa em relação a 2024 (279), devido a um maior ajuste nos horários cirúrgicos dos processos de doação e transplante, que foram antecipados no ano passado".

"Além disso, em 21 ocasiões foi solicitada a abertura extraordinária de aeroportos para o transporte de órgãos, após o fechamento dos mesmos, o mesmo número que em 2024", informou, ao mesmo tempo em que destacou “a disponibilidade dos aeroportos de Badajoz, Salamanca e Sevilha, aos quais foi solicitada essa abertura extraordinária em até quatro ocasiões”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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