Carlos Castro - Europa Press - Arquivo
MADRID 23 jan. (Portaltic/EP) - A combinação de pressão geopolítica, demanda energética crescente e revolução tecnológica tornam 2026 um ponto crítico que redefinirá a resiliência e a competitividade de todo o ecossistema, como antecipado pela enerTIC.org.
O ano de 2026 será marcado por tensões geopolíticas crescentes, uma demanda energética que continua aumentando e um ecossistema tecnológico que avança mais rápido do que muitos setores podem absorver.
Nesse contexto, a eficiência energética e a sustentabilidade deixam de ser compromissos de médio prazo para se tornarem vetores diretos de competitividade e resiliência, como defende a Plataforma enerTIC.org, dedicada a impulsionar a tecnologia como alavanca para alcançar os objetivos de eficiência energética.
Precisamente este ano, a enerTIC.org completa 15 anos, e o faz destacando a necessidade de reforçar a governança diante do avanço que representa a inteligência artificial agênica, capaz de executar tarefas complexas com autonomia, e que se combina com modelos híbridos que misturam especialização, raciocínio e operação sobre dados reais.
Essa IA, aplicada a processos energéticos, industriais ou urbanos, não apenas otimiza: ela aprende, antecipa e age, tornando-se um motor de sustentabilidade real. Mas também implica mais dados, mais sistemas distribuídos, mais conexões entre setores, como apontam na enerTIC.org. Por isso, entende que o desafio já não é apenas armazenar ou processar informações, mas governá-las com garantias, o que implica interoperabilidade, padrões, transparência e controle dos dados.
A enerTIC.org lembra o apagão de abril do ano passado, que evidenciou a vulnerabilidade de infraestruturas submetidas à pressão combinada da eletrificação em massa, da produção renovável intermitente, da dependência tecnológica e do aumento das ciberameaças.
Perante situações como esta, destaca dois conceitos: por um lado, a resiliência, tornando necessário que em 2026 haja mais monitorização, mais capacidade preditiva, mais automatização e uma abordagem integral que ligue o energético ao digital.
Por outro lado, a soberania digital, com a qual destaca que não se limita a gerar mais energia dentro das fronteiras, mas também a gerenciá-la melhor, por meio de armazenamento inteligente, redes flexíveis, autoconsumo industrial, integração de recursos distribuídos e plataformas capazes de equilibrar oferta e demanda com precisão cirúrgica.
Para alcançar ambos, consideram imprescindível uma profunda modernização das redes, que implique a integração real entre as tecnologias da informação (TI) e as tecnologias operacionais (TO). A enerTIC.org considera que 2026 pode ser o ano em que isso será alcançado.
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